Violeta Parra — Versos Por La Niña Muerta letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Versos Por La Niña Muerta" de Violeta Parra.

Letra

Cuando yo salí de aquí
Dejé mi guagua en la cuna
Creí que la mamita Luna
Me l’iba a cuidar a mí
Pero como no fue así
Me lo dijo en una carta
Pa’que el alma se me parta
Por no tenerla conmigo;
El mundo será testigo
Que hei de pagar esta falta
La bauticé en la capilla
Pa’que no queara' mora;
Cuando llegaba la aurora
Le enjuagaba las mejillas
Con agua de candelillas
Que dicen que es milagrosa
Si se deshoja la rosa;
Muy triste queda la planta
Como quedó la que canta
Su pena más dolorosa
Llorando de noche y día
Se terminarán mis horas
Perdóname, gran señora
Digo a la Virgen María
No ha sio' por culpa mía
Yo me declaro inocente
Lo sabe toa' la gente
De que no soy mala maire
Nunca pa’ella faltó el aire
Ni el agua de la virtiente
Ahora no tengo consuelo
Vivo en pecao' mortal
Y amargas como la sal
Mis noches son un desvelo;
Es contar y no creerlo
Parece que la estoy viendo
Y más cuando estoy durmiendo
Se me viene a la memoria;
Ha de quedar en la historia
Mi pena y mi sufrimiento

Tradução da letra

Quando saí daqui
Deixei a minha roupa no berço
Pensei que a mãezinha lua
Eu ia cuidar de mim
Mas como não foi
Ele disse Me numa carta
Para que a alma me parta
Por não a ter comigo;
O mundo será testemunha
Que hei de pagar esta falta
Batizei a na capela
Pa'que no queara' mora;
Quando a aurora chegava
Lavava lhe as bochechas
Com água de candelillas
Que dizem que é milagrosa
Se a rosa se desfazer;
Muito triste permanece a planta
Como ficou a que canta
Sua dor mais dolorosa
Chorando de noite e dia
As minhas horas acabarão
Perdoa-me, grande senhora
Digo à Virgem Maria
Não foi por minha causa
Eu declaro me inocente
Toa' as pessoas sabem disso
Não sou má maire
Nunca pa'ela faltou o ar
Nem a água da virtiente
Agora não tenho consolo
Vivo em pecao ' mortal
E amargas como o sal
As minhas noites são um desvelo;
É contar e não acreditar
Parece que estou a vê la
E mais quando estou dormindo
Vem-me à memória;
Deve ficar na história
A minha dor e o meu sofrimento