VICTORIA SANTA CRUZ — La Marinera Limeña letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "La Marinera Limeña" de VICTORIA SANTA CRUZ.

Letra

A veces suceden cosas tan raras, tan especiales que no me atrevo a contar,
no por la mofa sino para que no digan: «Victoria se ha vuelto loca».
Pero el deseo insistente de la comunicación me impulsa, me acicatea y cedo
Ya hablando estoy: caminaba pensativa, fija en mi mente una idea cuando al
doblar una esquina divisé a la marinera. Me detuve sorprendida. ¿La marinera?
¿No es broma? ¿La marinera Limeña? ¡La marinera en persona!
Pasó muy cerquita mi, rozando casi mi cuerpo. Caminaba presurosa, hermosa,
graciosa, ¡altiva! Tan rápido se alejaba, tan segura iba de si,
que sin pensarlo dos veces mis pasos volví: ¡Marinera! ¡Marinera! ¡Marinera!
No volteó ni hubo en ella el menor gesto que indicara que me oyó. ¡Que extraño!
¿Qué le pasó? ¿Qué fue lo que sucedió?. Ella tan sensible y franca!
¿No le ha gustado mi voz?
-También a usted se la hizo! Tampoco le contestó! — me dijo un guapo moreno que
observaba mi estupor-
-Ya ve usted. ¡Ni me ha mirado!
-Ella es así
-¿Por qué pues? ¿Se le han subido los zumos por que reina y señora es? No creo.
¿Será tal vez que el nombre no le habrá gustado? Por que lo de «marinera»
fue posterior
-Eso no e'! Hace apenas unos días lo mismo a mi me ocurrió y apelé a su antiguo
nombre: ¡Samaqüeca no volteó!
-¿No le hizo caso?
-¡Ni caso!
-¿No le gustó?
-¡¿Qué sé yo?! Lo cierto es que sí, «miráme», al lado mio pasó y llevo algunas
semanas inquista’o en esta esquina ¡esperando que se rompa esta imaginaria
inquina!
-¿Qué va usted a hacer?
-¡Sabe Dios! Pero tengo una esperanza… ¡Por que ahora somos dos!
Ya recurrí a varias tretas. Ninguna fruto me dio. ¡Tócale a usted el turno,
amiga! ¡Hurgue en su imaginación! ¿Qué hay que hacer para que escuche,
se detenga, nos responda, si está a disgusto con su obra, si siente
satisfacción?
-¿Eso va usted a preguntarle?
-¿Y usted?
-Pues eso yo no. A mi me importa saber el lugar donde nació
-¡Eso es fácil!
-¿De dónde es?
-Dicen que de España
-Ah ¡¿Sí?!
-¿No está de acuerdo?
-Pues no
-¿Africana entonces?
-No
-¡¿Entonces?!
-¿"Entonces" qué? ¿Soy acaso una adivina que misterios develara?
En todo caso de bruja ¡no tengo sino la cara! ¡Que somos dos! Aceptado que una
idea ha de brotar. Dígame de la guitarra ¿Las cuerdas las hace trinar?
¡Perfecto! ¿Donde aprendió?
-¡Por tradición!
-¡Re-perfecto! Mañana a esta misma hora la esperamos
-¿Sí? ¡De acuerdo!
Y al otro día en la esquina no vino solo ¡eran dos!; su hermano,
gran cajonero y él, amo del bordón
Y ocurrió lo inesperado
El milagro apareció
Cautivando con su gesto
¡hipnotizando bailó!
¡Toma! ¡Toma!
¡Toma! ¡Toma!
¡Olvidamos las preguntas
Ingenuamente planteadas!
La vida de ella emanaba
Como diciendo: ¡Que importa!
¡¿Que cosa puede importar
El lugar donde nací
A quien vibra y vive en mi?!
No respondo a ningún nombre
Bailo en tierra o en «tabís»
¡Para vivir falta no hacen pergaminos!
¡Flor de Lis!
Mientras existan guitarras
Dedos que sepan tañer
Percusionistas con fibra
Voces rajadas con fe
Yo estaré presente ¡viva!
Pues la lanza es eso ¡eso es!
Eso que no se remeda
Que no se cuenta un, dos, tres
¡Es orgánica, sentida
Brota del alma del ser!
¿Quieren conocer mi origen?
¿De dónde realmente soy?
¡Pues de aquel que vibra y siente!
¡Viveme y a ti me doy!

Tradução da letra

Às vezes acontecem coisas tão estranhas, tão especiais que não me atrevo a contar,
não pela mofa, mas para que não digam: "A Victoria enlouqueceu".
Mas o desejo insistente da comunicação me impulsiona, me aprofunda e cedo
Já falando estou: caminhava pensativa, fixa em minha mente uma ideia quando al
virar uma esquina vi a marinheira. Parei surpreendida. A marinheira?
Não estás a brincar? A Marinheira Limeña? A marinheira em pessoa!
Passou muito perto de mim, roçando quase meu corpo. Caminhava apressada, linda,
engraçada, altiva! Tão depressa se afastava, tão segura ia de si,
que sem pensar duas vezes meus passos voltei: Marinheira! Marinheira! Marinheira!
Não virou nem houve nele o menor gesto que indicasse que me ouviu. Que estranho!
O que lhe aconteceu? O que aconteceu?. Ela, tão sensível e franca!
Não gostou da minha voz?
- Você também fez isso! Ele também não respondeu! — disse-me um belo moreno, que
observava o meu estupor-
- Está a ver. Nem olhou para mim!
-Ela é assim
- Então porquê? Os sumos estão a subir porque a rainha e a senhora são? Acho que não.
Talvez o nome não tenha gostado? Por que o " marinera»
foi mais tarde
-Isso não e'! Apenas alguns dias atrás o mesmo aconteceu comigo e eu apelei para o seu antigo
nome: Samaqüeca não virou!
- Não lhe deu ouvidos?
- Nem pensar!
- Não gostou?
- O que sei eu?! A verdade é que sim, "olhe para mim", ao lado de mim passou e eu carrego algumas
semanas inquista'o nesta esquina esperando que esta imaginária se quebre
inquina!
- O que vai fazer?
- Sabe Deus! Mas tenho uma esperança Por porque agora somos dois!
Já recorri a vários truques. Nenhum fruto me deu. Toca no turno,
amiga! Vasculhe sua imaginação! O que há para ele ouvir,
pare, responda-nos, se você está com desgosto com o seu trabalho, se você sentir
satisfação?
- É isso que vai perguntar-lhe?
- E você?
-Bem, isso eu não. Eu não me importo de saber onde nasceu
- Isso é fácil!
- De onde é?
- Dizem que de Espanha
- Ah, Sim?!
- Não concorda?
-Pois não
- Africana, então?
-Não
- Então?!
- "Então" o quê? Sou uma adivinha quem desvende mistérios?
Em todo caso de Bruxa Não tenho senão a cara! Que somos dois! Aceito que uma
a ideia deve surgir. Diga-me da guitarra as cordas fazem-nas treinar?
Perfeito! Onde aprendeu?
- Por tradição!
- Re-perfeito! Amanhã a esta hora esperamos por ela
- Sim? Está bem!
E no outro dia na esquina não veio sozinho eram dois!; seu irmão,
grande cajoneiro e ele, mestre do bordão
E o inesperado aconteceu
O milagre apareceu
Cativando com seu gesto
hipnotizando dançou!
Toma! Toma!
Toma! Toma!
Esquecemos as perguntas
Ingenuamente levantadas!
A vida dela emanava
Como dizendo: que importa!
O que importa
O lugar onde nasci
Quem vibra e vive em mim?!
Não respondo a nenhum nome
Eu danço em terra ou em " tabis»
Para viver falta não fazem pergaminhos!
Flor De Lis!
Desde que existam guitarras
Dedos que saibam tocar
Percussionistas com fibra
Vozes rachadas com fé
Eu estarei presente viva!
Pois a lança é isso!
Isso que não é remediado
Que não se conta um, dois, três
É orgânica, sentida
Brota da alma do ser!
Querem saber a minha origem?
De onde sou realmente?
Pois daquele que vibra e sente!
Viveme e a ti me dou!