Serge Reggiani — Michèle letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Michèle" de Serge Reggiani.

Letra

Alcoholics anonymus…
La vie, c’est beau, pourtant, Michèle,
C’est l’arbre mort sur qui s’acharne un brin de mousse
Et le désert où l’herbe pousse…
La vie a l'âme slave
Et les colèr's dociles de l’esclave,
C’est une fleur cachée dans un missel,
Un grand roman signé Joseph Kessel…
Combien de défaites, combien de défis
Entre l’eau de la fontaine et l’eau de vie…
Combien de fêtes,
De faux prophètes,
Le vin au prêtre et l’absinthe au poète…
Lorsque ma tendresse t’a déshabitée,
Vois-tu dans l’ivresse enfin la vérité?
J’ai le visage
De mes voyages,
Toi, l’alcool vagabond ravage ta beauté…
Alcoholics anonymus…
La vie, c’est grand, pourtant, Michèle,
C’est la violence qui secoue la moindre pousse,
Chacun pour elle et toi pour tous…
La vie a l'âme russe,
Elle est la voix mineure des chorus,
La corde grave de nos violoncelles,
Un grand remords signé Joseph Kessel…
Combien de défaites, combien de défis
Entre l’eau de la fontaine et l’eau de vie…
Combien de fêtes et de tempêtes,
Fanfaronnades sourdes des trompettes…
Lorsque mes caresses t’ont désenchantée,
Vois-tu dans l’ivresse enfin la vérité…
J’ai le visage
De mes voyages,
Toi, l’alcool vagabond naufrage ta beauté…

Tradução da letra

Alcoólicos Anónimos…
A Vida É Bela, Michele.,
É a árvore morta sobre a qual paira um ramo de musgo
E o deserto onde cresce a erva…
A vida tem a alma eslava
E o escravo dócil da raiva,
É uma flor escondida num missal,
Um grande romance de Joseph Kessel…
Quantas derrotas, quantos desafios
Entre a água da fonte e a eau de vie…
Quantas férias,
Falsos profetas,
Vinho para o padre e absinto para o poeta…
Quando a minha ternura te despiu,
Finalmente vês a verdade na embriaguez?
Eu tenho uma cara
Das minhas viagens,
Tu, o álcool vagabundo, destrói a tua beleza.…
Alcoólicos Anónimos…
A vida é óptima, Michele.,
É a violência que abana o mais leve tiro.,
Cada um por ela e você por todos…
A vida tem a alma russa,
Ela é a voz menor do coro,
A corda de baixo dos nossos violoncelos,
Um grande remorso assinado por Joseph Kessel…
Quantas derrotas, quantos desafios
Entre a água da fonte e a eau de vie…
Quantas férias e tempestades,
Trombetas surdas a gabar-se…
Quando as minhas carícias te desencantarem,
Finalmente vês a verdade na embriaguez…
Eu tenho uma cara
Das minhas viagens,
Tu, o vagabundo do álcool a afundar a tua beleza…