Santaflow — Tarde o Temprano letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Tarde o Temprano" de Santaflow.

Letra

A pesar de males, como la crisis que vivimos, intento ser positivo
Pero hay realidades que nos rodean que me hacen reflexionar
Yo no tengo la soluciones
Sólo sé que la vida nos pone a prueba y, a veces
Es difícil elegir el camino correcto
Pero creo que rendirse siempre es la peor opción
Estas son sólo tres historias de personas normales
Como tú y como yo a quienes las circunstancias, pusieron en situaciones límite
(¡Voy!)
Soy Sergio
Soy hijo de obreros
Dejé el colegio por ganar dinero
Tengo 18, soy mayor de edad
Pero, hace ya dos años que empecé a currar
De lunes a viernes tengo que madrugar
Descargo y cargo camiones en la zona industrial
Mi contrato es de 8 horas, pero siempre hago más
Mis derechos, más bien pocos
Cuando quieran me pueden echar
Así es la agencia del trabajo temporal
Se aprovechan de la crisis y te explotan sin piedad
«No protestes, chico, o a la puta calle irás»
Pero todo tiene un límite y no sé cuánto puedo tragar
Busco alternativas a este infierno
No aguanto a mi encargado una semana más. Le quiero pegar
En momentos de dificultad, se afina el ingenio
Tengo un plan, mi hobby de la infancia me puede salvar
Mi viejo tiene un local, voy a montar un taller
Arreglaré bicicletas. No se me da mal
Pero el gobierno te impone kilos de impuestos que debes pagar
Antes de arrancar, de empezar a andar
(¡Qué os jodan pues!)
Un colega de un colega trae buen material
Cosas que muchos en el barrio quisieran comprar
Conozco gente acá y allá, me sé relacionar
Si invierto el sueldo de este mes se multiplicará
Mi chica dice que no juegue con fuego
Porque sabe de muchos que están en el talego
Yo necesito un cambio porque no me quedan ánimos
Tengo el cuerpo hecho papilla y por un sueldo mínimo
Confía en mí. Yo tengo instinto
No como esos mamones indiscretos
No. Yo soy distinto
Mira cuánta pasta he conseguido en un mes
No te inquietes
Súbete a mi moto nueva y te invito a comer
Como una bruma que se va acercando
Y, poco a poco, nos está tragando
Puedo sentir cómo se extiende este ambiente viciado
No te confíes. Ninguno estamos a salvo
Ante esa soga que se va tensando
Hay quien se ahoga y quien está luchando
Queremos salir adelante y estamos atados
Y va a romperse la cuerda tarde o temprano
Mi nombre es Mónica
Quiero acabar la carrera de ingeniera que empecé a estudiar
Saco medias de notable y no llegué a alcanzar
Por dos décimas la beca y la estoy pasando mal
Mi padre está amargado y me tuve que ir de casa
Hoy comparto piso y pago el alquiler
Los libros, el transporte, el teléfono, internet
La comida en este cuchitril comienza a ser escasa
En la tarde llego muerta a estudiar a la facultad
Madrugo para limpiar tres oficinas y un portal
Sirvo copas por la noche el fin de semana en un bar
El domingo no descanso. Sé que el lunes volveré a empezar
¡Estoy cansada! ¡No aguanto más!
Voy a enfermar y no puedo faltar a trabajar
Debo dinero a un familiar. Ya no me puedo concentrar ni con café
Baja mi rendimiento en la universidad
¿Habré vivido para anda esta odisea? ¡No!
Voy a acabar estos estudios como sea. (Sí)
Aprendí que no debo desistir jamás
Y a buscar soluciones desesperadas si no hay más
No tengo nada que vender, salvo mi cuerpo
Y sé que hay tipos con dinero bien dispuestos a pagar
Cuelgo un anuncio clasificado y a esperar
Esa llamada con miedo y necesidad
Tengo clientes y en un par de noches gano más dinero
Que en una semana entera con mi antiguo empleo
Tengo tiempo de estudiar cuando hay examen, pero
Me siento sucia. Me acostumbraré, espero…
Recuerdo cuando el sexo era divertido
Ahora siento arcadas al sentir jadear a desconocidos
Ahorraré, sacaré el título y me iré de aquí
¡Qué se hunda lejos de mí este país podrido!
Como una bruma que se va acercando
Y, poco a poco, nos está tragando
Puedo sentir cómo se extiende este ambiente viciado
No te confíes. Ninguno estamos a salvo
Ante esa soga que se va tensando
Hay quien se ahoga y quien está luchando
Queremos salir adelante y estamos atados
Y va a romperse la cuerda tarde o temprano
(Bien…)
Me llamo Antonio. He cumplido los 53
Tengo un auto familiar y una hipoteca que
No sé cómo afrontar desde que me enteré
Me botan de la empresa a la que media vida dediqué
26 años trabajando en esa fábrica de coches
Con turno rotativo, días y noches
No me quejé jamás, fui buen profesional
¿A dónde voy con mi edad? No sé hacer nada más
Sólo una vez tuve que usar la baja laboral
Para operarme de vesícula biliar. Por Dios…
Una patada en el culo es mi recompensa
El gobierno abarata el despido a las empresas
No encuentro empleo y he probado en todas partes
Ya se nos acaban los ahorros, ¿qué vamos a hacer?
Con el sueldo de mi mujer no cubrimos el mes
Y, lo peor, tenemos tres bocas que alimentar
Tonino hacía taekwondo, Marta ballet
Pablito, el más pequeño, natación
Yo sé que no hubo más opción que tomar la decisión
De sacarlos de sus clases, pero me dolió. Joder
Pasan los meses, comer es lo primero
Ya están atrasándose las cosas por pagar
La familia nos ayuda en lo que puede, pero
Son tiempos difíciles y el banco nos va a desahuciar
Vivir en casa de mis suegros, de su caridad
¡Menuda pesadilla! ¡No puede ser verdad!
Pido en las calles a escondidas. Me refugio en la bebida
Ya no me quedan fuerzas para luchar
Con esta carta me despido. Os quiero
Sé que es cobarde esta decisión, lo siento
Mas no veo salida, mi vida se va al carajo
Que se pare el mundo un segundo que yo me bajo
Como una bruma que se va acercando
Y, poco a poco, nos está tragando
Puedo sentir cómo se extiende este ambiente viciado
No te confíes. Ninguno estamos a salvo
Ante esa soga que se va tensando
Hay quien se ahoga y quien está luchando
Queremos salir adelante y estamos atados
Y va a romperse la cuerda tarde o temprano

Tradução da letra

Apesar de males, como a crise que vivemos, tento ser positivo
Mas há realidades ao nosso redor que me fazem refletir
Eu não tenho a soluções
Eu só sei que a vida nos testa e às vezes
É difícil escolher o caminho certo
Mas acho que desistir é sempre a pior opção
Estas são apenas três histórias de pessoas normais
Como tu e eu a quem as circunstâncias, puseram em situações limítrofes
(Eu vou!)
Sou O Sergio
Sou filho de operários
Deixei a escola por ganhar dinheiro
Tenho 18 anos, sou maior de idade
Mas, há dois anos que comecei a trabalhar
De segunda a sexta tenho de acordar cedo
Descarga e carga caminhões na Zona industrial
Meu contrato é de 8 horas, mas eu sempre faço mais
Meus direitos, muito poucos
Quando quiserem podem expulsar me
É a Agência do trabalho temporário
Eles se aproveitam da crise e explodem você sem piedade
"Não protestes, rapaz, ou vais para a rua»
Mas tudo tem um limite e eu não sei o quanto eu posso engolir
Estou à procura de alternativas para este Inferno
Não aguento o meu gerente mais uma semana. Quero bater lhe
Em momentos de dificuldade, a engenhosidade é aperfeiçoada
Eu tenho um plano, meu hobby de infância pode me salvar
Meu velho tem um local, vou montar uma oficina
Vou arranjar bicicletas. Não me sinto mal
Mas o governo impõe quilos de impostos que você deve pagar
Antes de começar, de começar a andar
(Que se lixem!)
Um colega de um colega traz bom material
Coisas que muitos no bairro gostariam de comprar
Conheço pessoas aqui e ali, sei relacionar-me
Se eu investir o salário deste mês ele se multiplicará
A minha miúda diz para não brincar com o fogo
Porque sabe de muitos que estão no talego
Eu preciso de uma mudança, porque não me restam ânimos
Tenho o corpo desfeito e por um salário mínimo
Confia em mim. Eu tenho instinto
Não como aqueles idiotas indiscretos
Não. Eu sou diferente
Olha quanta massa eu tenho em um mês
Não te preocupes
Entra na minha mota nova e eu pago te para comeres
Como uma névoa que se aproxima
E, pouco a pouco, está a engolir-nos
Eu posso sentir como esse ambiente viciado se espalha
Não confies. Nenhum de nós está seguro
Diante dessa corda que se vai esticando
Há quem se afoga e quem está lutando
Queremos avançar e estamos amarrados
E vai quebrar a corda mais cedo ou mais tarde
O meu nome é Monica
Quero terminar a carreira de engenheira que comecei a estudar
Eu tiro meias de notável e não cheguei a alcançar
Por dois décimos da bolsa e estou a passar um mau bocado
O meu pai está amargurado e tive de sair de casa
Hoje compartilho apartamento e pago o aluguel
Livros, transporte, Telefone, internet
A comida neste cuchitril começa a ser escassa
À tarde chego morta a estudar na faculdade
Madrugo para limpar três escritórios e um portal
Eu Sirvo bebidas à noite no fim de semana em um bar
Domingo não descanso. Eu sei que na segunda feira vou começar de novo
Estou cansada! Não aguento mais!
Vou ficar doente e não posso faltar ao trabalho
Devo dinheiro a um familiar. Já não me consigo concentrar nem com café
Baixa o meu desempenho na faculdade
Viverei para esta odisseia? Não!
Vou terminar estes estudos. (Sim)
Aprendi que nunca devo desistir
E procurar soluções desesperadas se não houver mais
Não tenho nada para vender, excepto o meu corpo
E sei que há tipos com dinheiro bem dispostos a pagar
Eu pendurar um anúncio classificado e esperar
Essa chamada com medo e necessidade
Eu tenho clientes e em algumas noites eu ganho mais dinheiro
Que numa semana inteira com o meu antigo emprego
Eu tenho tempo para estudar quando há exame, mas
Sinto-me suja. Eu me acostumarei, espero…
Lembro me quando o sexo era divertido
Agora sinto me engasgada ao sentir ofegante a estranhos
Vou poupar, tirar o título e sair daqui
Que se afunde longe de mim este país podre!
Como uma névoa que se aproxima
E, pouco a pouco, está a engolir-nos
Eu posso sentir como esse ambiente viciado se espalha
Não confies. Nenhum de nós está seguro
Diante dessa corda que se vai esticando
Há quem se afoga e quem está lutando
Queremos avançar e estamos amarrados
E vai quebrar a corda mais cedo ou mais tarde
(Bem…)
Chamo-me Antonio. Fiz 53 anos
Eu tenho um carro de família e uma hipoteca que
Não sei como lidar desde que soube
Eles me expulsam da empresa que eu dediquei meia vida
26 anos a trabalhar naquela fábrica de carros
Com turno rotativo, dias e noites
Nunca me queixei, fui um bom profissional
Para onde vou com a minha idade? Não sei fazer mais nada
Só uma vez tive que usar a licença de trabalho
Para a cirurgia da vesícula biliar. Meu Deus…
Um pontapé no cu é a minha recompensa
O governo barateia o despedimento das empresas
Eu não encontrar emprego e eu tentei em todos os lugares
Estamos a ficar sem poupanças. o que vamos fazer?
Com o salário da minha mulher, não cobrimos o mês
E, pior ainda, temos três bocas para alimentar
Tonino fazia taekwondo, Marta ballet
Pablito, o menor, natação
Eu sei que não havia escolha a não ser tomar a decisão
De os tirar das aulas, mas doeu-me. Foda se
Os meses passam, comer vem em primeiro lugar
As coisas já estão atrasadas para pagar
A família ajuda - nos no que pode, mas
São tempos difíceis e o banco vai desabafar
Viver na casa dos meus sogros, da sua caridade
Que pesadelo! Não pode ser verdade!
Peço nas ruas às escondidas. Eu me refugio na bebida
Já não tenho forças para lutar
Com esta carta, despeço-me. Amo vos
Eu sei que esta decisão é covarde, desculpe
Mas não vejo saída, a minha vida vai-se foder
Que o mundo pare um segundo que eu desço
Como uma névoa que se aproxima
E, pouco a pouco, está a engolir-nos
Eu posso sentir como esse ambiente viciado se espalha
Não confies. Nenhum de nós está seguro
Diante dessa corda que se vai esticando
Há quem se afoga e quem está lutando
Queremos avançar e estamos amarrados
E vai quebrar a corda mais cedo ou mais tarde