Roberto Goyeneche — Viejo Smoking letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Viejo Smoking" de Roberto Goyeneche.

Letra

Campaneá cómo el cotorro
va quedando despoblado,
todo el lujo es la catrera
compadreando sin colchón,
y mirá este pobre mozo
como ha perdido el estado,
amargado, pobre y flaco
como perro de botón.
Poco a poco ya se ha ido (1)
de cabeza pa’l empeño,
se dio juego de pileta
y hubo que echarse a nadar.
Solo vos te vas salvando,
porque pa' mi' sos un sueño
del que quiera Dios que nunca
me vengan a despertar.
Viejo smoking de los tiempos
en que yo también tallaba,
cuánta papusa garaba
en tu solapa lloró.
Solapa que con su brillo
parece que encandilaba
y que donde iba asentada
mi fama de gigoló.
Yo no siento la tristeza
de saberme derrotado
y no me amarga el recuerdo
de mi pasado esplendor,
no me arrepiento del vento
ni los años que he tirado,
pero lloro al verme solo
sin amigos, sin amor.
Sin una mano que venga
a llevarme una parada,
sin una mujer que alegre
el resto de mi vivir…
Vas a ver que un día de éstos
te voy a poner de almohada
y tirao en la catrera
me voy a dejar morir…
Viejo smoking, cuántas veces
la milonguera más papa
el brillo de tu solapa
de estuque y carmín manchó,
y en mis desplantes de guapo,
cuántos llantos te mojaron,
cuántos taitas envidiaron
mi fama de gigoló.
Gardel canta:
(1) poco a poco todo ha ido.

Tradução da letra

Campaneá como o cotorro
está a ficar despovoado,
todo o luxo é a catrera
compadreando sem colchão,
e olha para este pobre rapaz
como perdeu o estado,
amargo, pobre e magro
como um cão de botão.
Pouco a pouco já se foi (1)
de cabeça pa'l penhor,
ele deu jogo de piscina
e foi preciso nadar.
Só tu te vais salvar,
porque Pai' Meu ' você é um sonho
de quem Deus quiser que nunca
venham acordar-me.
Velho smoking dos tempos
em que eu também esculpia,
quanta papusa Garava
na tua lapela chorou.
Lapela que com seu brilho
parece que estava a encandilar
e que onde estava assentada
a minha fama de gigolô.
Eu não sinto a tristeza
de me saberes derrotado
e não me amarga a memória
do meu passado esplendor,
não me arrependo do vento
nem os anos que deitei fora,
mas choro por me ver sozinho
sem amigos, sem amor.
Sem uma mão para vir
levar me uma paragem,
sem uma mulher que alegre
o resto da minha vida…
Vais ver que um dia destes
vou pôr te numa almofada
e atiro na catrera
vou deixar me morrer…
Smoking Velho, quantas vezes
a milonguera mais batata
o brilho da sua lapela
de estuque e carmim manchou,
e nas minhas depenações de bonito,
quantos choros te molharam,
quantos taitas invejaram
a minha fama de gigolô.
Gardel canta:
(1) pouco a pouco tudo se foi.