Ray Ventura — La complainte des calecons letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "La complainte des calecons" de Ray Ventura.

Letra

Depuis qu' je suis dans la marine
À bord du paquebot Pompadour
J’en ai marre de la marine
J' maronne et je pleure tous les jours
Moi qui ne rêvais qu’abordages
Ciels nouveaux, cyclones et orages
Je suis, à bord, valet de chambre
Alors de janvier à décembre
Caleçons, chaussettes, souliers, gilets, chemises
Je brosse, je r’passe, j' nettoie, j' recouds, j' reprise
Ça me neurasthénise
J’avais rêvé la vie des marins
Des tropiques aux banquises
D’Amérique et d’Asie aux sables africains
Porto, Tokyo, Valparaiso, Venise
Congo, Porto, noix de coco, Rio
Que la mer soit bleue ou grise
À fond d' cale, je répare les trousseaux
Caleçons, chaussettes, souliers, gilets, chemises
Aussi, un jour, à Buenos Aires
J’abandonnai la cargaison
Pour une fille de Madère
Que j’ai suivie dans sa maison
Mais moi qui rêvais aventures
Don José, Carmen et luxure
Je suis encore valet de chambre
Alors de janvier à décembre
Caleçons, chaussettes, souliers, gilets, chemises
Je brosse, je r’passe, j' nettoie, j' recouds, j' reprise
Ça me neurasthénise
J’avais rêvé la vie des châtelains
Hélas, quelle méprise !
Pas d’amour, pas d’amis, partout le dédain
Gaby, Dolly, Suzy me martyrisent
Daisy, Marie, Nini m' font faire leur lit
Le patron me terrorise
Et j' m’occupe du linge des affranchis
Caleçons, chaussettes, souliers, gilets, chemises

Tradução da letra

Desde que estou na Marinha
A bordo do navio Pompadour
Estou farto da Marinha.
Eu e a maronne choramos todos os dias
Eu que só sonhava com colisão
Novos céus, ciclones e trovoadas
Eu estou a bordo, valet.
Assim, de Janeiro a dezembro
Cuecas, meias, sapatos, coletes, camisas
Escovo-me, passo-me, limpo-me, recupero-me, retomo-me
Neurasteniza-me.
Sonhei com a vida dos marinheiros
Dos trópicos aos pacotes de gelo
Da América e da Ásia às areias africanas
Porto, Tóquio, Valparaíso, Veneza
Congo, Porto, Coco, Rio
Se o mar é azul ou cinzento
No fundo da Cunha, arranjo os Porta-Chaves.
Cuecas, meias, sapatos, coletes, camisas
Também, um dia, em Buenos Aires
Abandonei a carga.
Para uma rapariga da Madeira
Que eu segui até sua casa
Mas eu que sonhei aventuras
Don José, Carmen e luxúria
Ainda sou arrumador.
Assim, de Janeiro a dezembro
Cuecas, meias, sapatos, coletes, camisas
Escovo-me, passo-me, limpo-me, recupero-me, retomo-me
Neurasteniza-me.
Sonhei com a vida dos chatelanos
Que desprezo !
Sem amor, sem amigos, em todo o lado desdém
Gaby, Dolly, Suzy martirizou-me.
Daisy, Marie, Nini fazem-me fazer a cama deles.
O chefe aterroriza-me.
E eu trato da Lavandaria do correio.
Cuecas, meias, sapatos, coletes, camisas