Raimundos — Fome do Cão letra

A página contém a letra e a tradução da música "Fome do Cão" de Raimundos.

Letra

A fila é circular e só acaba quando o primeiro chegar, comedor de jaca,
mão-de-cola pra ela me dar o endereço
é só ver de onde o vento vem se fizer de refém, nunca mais tô de bem
bombom, camarão, mulher boa é violão, bicho bom lá do sertão que caiu na minha
mão
quem sabe ele ainda dê a volta certa antes que de merda e eu engula de cambota
mas eu tô sossegado,
barrunfeiro véi do rock, pra gata pagar um bóque até torei os dreadlock
presentinho da moça,
ela tira da calcinha e a gente sorri. Hoje em dia coisa pura é novidade e eu aceito de coração o camarão com catupiry
e não quero nem saber da sua idade pode vir, bota fé, que eu boto a roupa,
se alguém já beijou é sopa,
boca de menina é mé e eu vou, lexotan, solto na vida, dono das puta parida,
só pegando aquela que não der
fome do cão, o ronco da «lara» é da fome do cão, o ronco do bucho é da fome do
cão
o fim vem logo antes do começo e um relógio do avesso dá o sentido natural pros
amigos «que é de presa»,
toda a noite a gente reza e pede sempre o bem pra ele que tem a força maioral é
lá no «buco» que o «feeling» se faz presente,
unindo o corpo e a mente, e quando eu descer que ela rode eu vou tranqüilo com
a pulsação a «mil»
e se eu ver o que ninguém viu, desculpa ai, muleke, não fode do cerrado com
minha vara eu vou tocando a onça
e assumo a responsa pra no fim do dia derrubar uma cerva como um amigo velho me falou:
«dessa vida, muleke, tu só leva a vida que tu leva».