Pierre Lapointe — Pointant le nord letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Pointant le nord" de Pierre Lapointe.

Letra

Quand je pense àhier
Quand je pense àdemain
Quand je ferme mes yeux
Jusqu’au petit matin
Quand je couche mon corps
Tête pointant le nord
Et que je sens mon dos
Rappelant le troupeau
Quand les funérailles de ballet
Làoùles gens bâillent en anglais
Font que même la vieillesse, empreinte de paresse,
Finit par doubler le masque d’Orphée
Quand l’hypocrisie est de mise
Entre la peau et la chemise
Que la rivière coule
Et que tout déboule
Malgréle sang et les dents qui cassent
Non, je ne parlerai pas
Non, je ne parlerai pas
Car il y a une rivière
Qui a pousséentre nous
Même si la terre toute entière ferme les yeux et s’en fout
Et si un jour tu y plonges
Moi, j’y plongerai avec toi
Pour noyer dans la pénombre
La grandeur de nos ébats
Et si la terre tout entière
Se met àrire de nous
Nous leur lancerons des pierres
Pour grafigner nos genoux
Mais non jamais, mais oui je sais
Que je ne parlerai pas
Bouche gelée jusqu'àce que nos deux corps soient enterrés
Alors non, je ne parlerai pas
Non, je ne parlerai pas
Pour toutes les grand-mères de la terre
Celles qui partiront dans le vent
Celles qui partiront pour la guerre
Armées d’enfants
J’ai rongéles sabots de l'âme
Pour oublier que l’on oublie
Toutes ces obscénités qu’on a préarrangées
Que même un pape outréne pourrait condamner
Alors non, je ne parlerai pas
Non, je ne parlerai pas.

Tradução da letra

Quando penso nele
Quando penso na semana
Quando fecho os olhos
Até de manhã cedo
Quando eu deitar o meu corpo
Cabeça virada para norte
E sinto as minhas costas
Recolha do efectivo
Quando o funeral do ballet
Onde as pessoas bocejam em inglês
Até mesmo a velhice, impressa com preguiça,
Acaba por duplicar a máscara do orfeu.
Quando a hipocrisia é posta
Entre a pele e a camisa
Deixa o rio fluir
E deixar tudo desmoronar
Apesar do sangue e dentes que partem
Não, Não vou falar.
Não, Não vou falar.
Porque há um rio
Que nos empurrou
Mesmo que toda a terra feche os olhos e não se importe
E se um dia mergulhares
Vou mergulhar contigo.
Afogar-me na penumbra
A grandeza das nossas palhaçadas
E se toda a terra
Ele começa a rir-se de nós.
Vamos atirar-lhes pedras.
Para desenhar os joelhos
Mas nunca, mas sim eu sei
Que não vou falar
Boca congelada até os nossos dois corpos serem enterrados
Então não, não vou falar.
Não, Não vou falar.
Para todas as avós da Terra
Aqueles que vão sair ao vento
Aqueles que partirão para a guerra
Exércitos de crianças
Roí os cascos da alma
Esquecer que nos esquecemos
Todas estas obscenidades que previmos
Que até um Papa indignado pode condenar
Então não, não vou falar.
Não, Não vou falar.