Mon Laferte — Un Alma En Pena letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Un Alma En Pena" de Mon Laferte.

Letra

La casa sin luz, el frío en los pies.
Me pongo a pensar, me acuesto al revés.
En la cama y se me pasa el tiempo, sólo recordando.
Como un alma en pena sigo esperando.
Estoy tan falta de cariño de años pasados.
De niña queriendo, de grande odiando.
Y prefiero hacerme la tonta para no verme tan sola.
Solo fluyo como un río, discretamente me sonrío.
Me pongo el traje largo, el brillo tapa todo.
El miedo borboteando la risa delirando.
Y ya estoy como en el cero de mi cuenta al revés.
Aunque perdiera un dedo me entrego otra vez.
Lo mal que me han parido intento ocultarlo.
Que sanen las heridas.
Yo vivo esperando.
Y me pongo a hacer una lista de tantos, tantos maldecidos.
En la patria que me adopta hay tantos desaparecidos.
Y tengo tanta pena, tanta rabia en la garganta.
De esta humanidad distante, egoísta y que mata.
Y para cantar desde adentro no importa de quien sea la voz.
Hay tanto que decir, que no me alcanza una canción.
No soy muy buena hablando, tampoco escribiendo.
Sólo son palabras locas de una loca que se ha muerto.

Tradução da letra

A casa sem luz, o frio nos pés.
Começo a pensar, deito-me ao contrário.
Na cama e eu passar o tempo, apenas lembrando.
Como uma alma triste continuo à espera.
Estou tão carente de anos passados.
Quando era criança a querer, quando era grande a odiar.
E prefiro fazer-me de Parva para não me ver tão sozinha.
Eu apenas Fluo como um rio, discretamente sorrio para mim.
Eu uso o terno longo, o brilho cobre tudo.
O medo borbulhando o riso delirando.
E já estou como no zero da minha conta ao contrário.
Mesmo que perdesse um dedo, entrego-me outra vez.
O mal que me pariram, estou a tentar escondê-lo.
Que curem as feridas.
Eu vivo à espera.
E começo a fazer uma lista de tantos, tantos amaldiçoados.
Na pátria que me adota há tantos desaparecidos.
E tenho tanta pena, tanta raiva na garganta.
Desta humanidade distante, egoísta e que mata.
E para cantar de dentro não importa de quem seja a voz.
Há tanto a dizer, que não me chega uma canção.
Não sou muito boa a falar, nem a escrever.
São apenas palavras loucas de uma louca que morreu.