Maurice Fanon — Jacques Machin letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Jacques Machin" de Maurice Fanon.

Letra

On s’en souvient certains matins
A l’heure de la première chanson
De ce copain Jacques machin
Dont on ne sait plus ni le nom
Ni en quel lieu pour quelle raison
On s’est un jour donné la main
Ni a quel feu, par quelle chanson
On a trompé la même faim
Ni à quel jeu à quel mouron
On a nourri le même serin
On s’en souvient certains matins
A l’heure de la première trahison
De ce copain Jacques machin
Dont on ne sait plus ni le nom
Ni sur quel banc de quel jardin
On a perdu notre latin
Ni pour quelle fleur pour quel jupon
En étant même venus aux mains
On a craché dans un juron
La même dent le même chagrin
On s’en souvient certains matins
A l’heure de la première prison
De ce copain Jacques machin
Dont on ne sait plus ni le nom
Ni a quelle vigne à quel raisin
On a volé le même grain
Ni a quelle santé de païen
On a tiré le même vin
Ni à quel nom de quel bottin
On a botté le même train
On s’en souviendra un matin
A l’heure de la dernière oraison
De ce copain Jacques machin
Dont on ne sait plus rien sinon
Qu’il était brun qu’il était blond
Et bien peu tête de cochon
Qu’on a vécu tout de son long
Sans jamais savoir dire non
Qu’il a vécu et pour de bon
Sans autre nom que son prénom

Tradução da letra

Lembramo - nos de algumas manhãs
No momento da primeira canção
Deste amigo Jacques machin
Cujo nome já não é conhecido
Nem onde por que razão
Uma vez apertámos as mãos.
Nem em que fogo, em que canção
Enganamos a mesma fome
Nem para que jogo Moron
Alimentámos o mesmo serin.
Lembramo - nos de algumas manhãs
No momento da primeira traição
Deste amigo Jacques machin
Cujo nome já não é conhecido
Nem em que banco de Jardim
Perdemos o nosso Latim.
Nem para que flor para a qual saia
Tendo chegado às mãos
Cuspimos num pranto
O mesmo dente a mesma dor
Lembramo - nos de algumas manhãs
No momento da primeira prisão
Deste amigo Jacques machin
Cujo nome já não é conhecido
Nem da vinha para a qual uvas
Roubámos o mesmo grão.
Nem a saúde de um pagão
Filmámos o mesmo vinho.
Nem a que Nome da Bota
Entrámos no mesmo comboio.
Vamos lembrar-nos disso uma manhã.
No momento da última oração
Deste amigo Jacques machin
Do qual já não sabemos mais nada
Que era castanho que era loiro
E uma cabeça de porco muito pequena
Que vivemos o tempo todo
Sem nunca saber dizer não
Que ele viveu e para o bem
Só tem nome próprio.