Mary Elizabeth Mastrantonio — Aldonza letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Aldonza" de Mary Elizabeth Mastrantonio.

Letra

QUIXOTE
My lady…
ALDONZA
I am not your lady…
I am not any kind of a lady!
I was spawned in a ditch
By a mother who left me there,
Naked and cold and too hungry to cry;
I never blamed her.
I’m sure she left hoping
That I’d have the good sense to die!
Then, of course, there’s my father…
I’m told that young ladies
Can point to their fathers
With maidenly pride;
Mine was some regiment
Here for an hour,
I can’t even tell you which side!
So of course I became,
As befitted my delicate birth,
The most casual bride
Of the murdering scum of the earth!
DON QUIXOTE
And still thou art my lady.
ALDONZA
And still he torments me!
How should I be a lady?
For a lady has modest and maidenly airs,
And a virtue I somehow suspect that I lack;
It’s hard to remember these maidenly airs
In a stable laid flat on your back!
Won’t you look at me, look at me,
God, won’t you look at me!
Look at the kitchen slut reeking with sweat!
Born on a dung heap to die on a dung heap,
A strumpet men use and forget!
If you feel that you see me Not quite at my virginal best,
Cross my palm with a coin,
And I’ll willingly show you the rest!
DON QUIXOTE
Never deny thou art Dulcinea.
ALDONZA
Take the clouds from your eyes
and see me as I really am!
You have shown me the sky,
But what good is the sky
To a creature who’ll never
Do better than crawl?
Of all the cruel bastards
Who’ve badgered and battered me,
You are the cruelest of all!
Can’t you see what your gentle
Insanities do to me?
Rob me of anger and give me despair! Blows and abuse
I can take and give back again,
Tenderness I cannot bear!
So please torture me now
With your «Sweet Dulcineas"no more!
I am no one! I’m nothing!
I’m only Aldonza the whore!
DON QUIXOTE
Now and forever thou art my lady Dulcinea!
(Aldonza screams in despair and collapses.
As Don Quixote lies in bed dying, his mind
«retreats to some secret place.»)

Tradução da letra

QUIXOTE
Minha senhora.…
ALDONZA
Eu não sou a tua senhora.…
Não sou nenhum tipo de senhora!
Fui gerado numa vala
Por uma mãe que me deixou lá,
Nua e fria e com muita fome para chorar;
Nunca a culpei.
Tenho a certeza que ela saiu com esperança.
Que teria o bom senso de morrer!
Depois, claro, há o meu pai.…
Disseram-me que as jovens
Podem apontar para os pais
Com orgulho de donzela;
O meu era um regimento qualquer.
Aqui por uma hora,
Nem consigo dizer-te de que lado!
Claro que me tornei,
Como condiz com o meu delicado nascimento.,
A noiva mais casual
Da escumalha assassina da terra!
DOM QUIXOTE
E ainda assim sois minha senhora.
ALDONZA
E ainda me atormenta!
Como devo ser uma senhora?
Pois uma senhora tem ar modesto e maidenly,
E uma virtude que de alguma forma suspeito que me falta;
É difícil lembrar-me destes ares de donzela.
Num estábulo deitado de costas!
Não queres olhar para mim, olha para mim?,
Olha para mim!
Olha a puta da cozinha a cheirar a suor!
Nascido num monte de Esterco para morrer num monte de esterco,
Uma prostituta usa e esquece!
Se sentes que não me vês no meu melhor virginal,
Cruza a minha palma com uma moeda,
E mostrarei o resto de bom grado!
DOM QUIXOTE
Nunca negues que és Dulcinéia.
ALDONZA
Tira as nuvens dos teus olhos
e vê - me como realmente sou!
Mostraste-me o céu,
Mas para que serve o céu
A uma criatura que nunca
É melhor do que rastejar?
De todos os bastardos cruéis
Que me maltrataram e maltrataram,
És o mais cruel de todos!
Não consegues ver o que o teu gentil
As insanidades fazem-me a mim?
Rouba-me a raiva e dá-me desespero! Golpes e abusos
Eu posso pegar e devolver de novo,
Ternura não suporto!
Por favor, torture-me agora.
Com as tuas"doces Dulcineas" não mais!
Não sou ninguém! Não sou nada!
Sou apenas Aldonza, a puta!
DOM QUIXOTE
Agora e para sempre sois a minha senhora Dulcinéia!
(Aldonza grita em desespero e cai.
Enquanto Dom Quixote está na cama a morrer, a sua mente
"recua para um lugar secreto.»)