Maria Rita — Latinoamérica letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Latinoamérica" de Maria Rita.
Letra
Soy,
Soy lo que dejaron,
soy toda la sobra de lo que se robaron.
Un pueblo escondido en la cima,
mi piel es de cuero por eso aguanta cualquier clima.
Soy una fábrica de humo,
mano de obra campesina para tu consumo
Frente de frio en el medio del verano,
el amor en los tiempos del cólera, mi hermano.
El sol que nace y el día que muere,
con los mejores atardeceres.
Soy el desarrollo en carne viva,
un discurso político sin saliva.
Las caras más bonitas que he conocido,
soy la fotografía de un desaparecido.
Soy la sangre dentro de tus venas,
soy un pedazo de tierra que vale la pena.
soy una canasta con frijoles,
soy Maradona contra Inglaterra anotándote dos goles.
Soy lo que sostiene mi bandera,
la espina dorsal del planeta es mi cordillera.
Soy lo que me enseño mi padre,
el que no quiere a su patria no quiere a su madre.
Soy América latina,
un pueblo sin piernas pero que camina.
Tú no puedes comprar al viento.
Tú no puedes comprar al sol.
Tú no puedes comprar la lluvia.
Tú no puedes comprar el calor.
Tú no puedes comprar las nubes.
Tú no puedes comprar los colores.
Tú no puedes comprar mi alegría.
Tú no puedes comprar mis dolores.
Tengo los lagos, tengo los ríos.
Tengo mis dientes pa` cuando me sonrío.
La nieve que maquilla mis montañas.
Tengo el sol que me seca y la lluvia que me baña.
Un desierto embriagado con bellos de un trago de pulque.
Para cantar con los coyotes, todo lo que necesito.
Tengo mis pulmones respirando azul clarito.
La altura que sofoca.
Soy las muelas de mi boca mascando coca.
El otoño con sus hojas desmalladas.
Los versos escritos bajo la noche estrellada.
Una viña repleta de uvas.
Un cañaveral bajo el sol en cuba.
Soy el mar Caribe que vigila las casitas,
Haciendo rituales de agua bendita.
El viento que peina mi cabello.
Soy todos los santos que cuelgan de mi cuello.
El jugo de mi lucha no es artificial,
Porque el abono de mi tierra es natural.
Tú no puedes comprar al viento.
Tú no puedes comprar al sol.
Tú no puedes comprar la lluvia.
Tú no puedes comprar el calor.
Tú no puedes comprar las nubes.
Tú no puedes comprar los colores.
Tú no puedes comprar mi alegría.
Tú no puedes comprar mis dolores.
Você não pode comprar o vento
Você não pode comprar o sol
Você não pode comprar chuva
Você não pode comprar o calor
Você não pode comprar as nuvens
Você não pode comprar as cores
Você não pode comprar minha felicidade
Você não pode comprar minha tristeza
Tú no puedes comprar al sol.
Tú no puedes comprar la lluvia.
(Vamos dibujando el camino,
vamos caminando)
No puedes comprar mi vida.
MI TIERRA NO SE VENDE.
Trabajo en bruto pero con orgullo,
Aquí se comparte, lo mío es tuyo.
Este pueblo no se ahoga con marullos,
Y si se derrumba yo lo reconstruyo.
Tampoco pestañeo cuando te miro,
Para q te acuerdes de mi apellido.
La operación cóndor invadiendo mi nido,
¡Perdono pero nunca olvido!
(Vamos caminando)
Aquí se respira lucha.
(Vamos caminando)
Yo canto porque se escucha.
Aquí estamos de pie
¡Que viva Latinoamérica!
No puedes comprar mi vida.
Tradução da letra
Sou,
Sou o que deixaram,
sou toda a sobra do que roubaram.
Uma aldeia escondida no topo,
a minha pele é de couro, por isso aguenta qualquer tempo.
Sou uma fábrica de fumo,
mão de obra camponesa para seu consumo
Frente fria no meio do verão,
o amor nos tempos da cólera, meu irmão.
O sol que nasce e o dia que morre,
com o melhor pôr do sol.
Eu sou o desenvolvimento em carne viva,
um discurso político sem saliva.
As caras mais bonitas que já conheci,
sou a fotografia de um desaparecido.
Sou o sangue dentro das tuas veias,
sou um pedaço de terra que vale a pena.
eu sou uma cesta com feijão,
sou Maradona contra Inglaterra a marcar-te dois golos.
Sou o que segura a minha bandeira,
a espinha dorsal do planeta é a minha Cordilheira.
Sou o que o meu pai me ensinou,
quem não quer a sua pátria não quer a sua mãe.
Sou a América latina,
uma cidade sem pernas, mas que caminha.
Não podes comprar ao vento.
Não podes comprar ao sol.
Não podes comprar a chuva.
Não podes comprar o calor.
Não podes comprar as nuvens.
Não podes comprar as cores.
Não podes comprar a minha alegria.
Não podes comprar as minhas dores.
Tenho os lagos, tenho os rios.
Eu tenho meus dentes pa` quando eu sorrio.
A neve que faz as minhas montanhas.
Tenho o sol que me seca e a chuva que me banha.
Um deserto embriagado com belos de um gole de pulque.
Para cantar com os coiotes, tudo o que preciso.
Tenho os meus pulmões a respirar azul claro.
A altura que sufoca.
Sou os dentes da minha boca a mastigar coca.
O outono com suas folhas desbotadas.
Os versos escritos sob a noite estrelada.
Uma vinha cheia de uvas.
Um Canaveral sob o sol em cuba.
Sou o Mar das Caraíbas que vigia as casas,
Fazendo rituais de água benta.
O vento que penteia o meu cabelo.
Sou todos os santos que estão pendurados no meu pescoço.
O suco da minha luta não é artificial,
Porque o estrume da minha terra é natural.
Não podes comprar ao vento.
Não podes comprar ao sol.
Não podes comprar a chuva.
Não podes comprar o calor.
Não podes comprar as nuvens.
Não podes comprar as cores.
Não podes comprar a minha alegria.
Não podes comprar as minhas dores.
Você não pode comprar o vento
Você não pode comprar o sol
Você não pode comprar chuva
Você não pode comprar o calor
Você não pode comprar as nuvens
Você não pode comprar as cores
Você não pode comprar minha felicidade
Você não pode comprar minha tristeza
Não podes comprar ao sol.
Não podes comprar a chuva.
(Vamos desenhar o caminho,
vamos andando)
Não podes comprar a minha vida.
A MINHA TERRA NÃO SE VENDE.
Trabalho em bruto, mas com orgulho,
Aqui é compartilhado, o meu é seu.
Esta cidade não se afoga com marullos,
E se ele desmoronar, eu reconstruo-o.
Também não pestanejo quando olho para ti,
Para que te lembres do meu apelido.
A Operação Condor a invadir o meu ninho,
Eu perdoo, mas nunca esqueço!
(Vamos andando)
Aqui você respira luta.
(Vamos andando)
Eu canto porque se ouve.
Aqui estamos de pé
Que viva a América Latina!
Não podes comprar a minha vida.