Marea — Me corten la lengua letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Me corten la lengua" de Marea.

Letra

Me dijiste «píntame» y pinté una luna
Luna de cuarto menguante con guante de podar
Que con la otra mano agita cacerolas
Con el ruido de las olas que las tiene enamorá
Y lloraste al verla: «imagínate que te pinto yo a ti
Un sol radiante y lo pongo delante pa' cuando no estés»
Que me corten el gaznate si no veo que se baten
Mariposas a tu andar
Si no lloro una bahía cuando estés loca perdía
De conmigo cojear
Te pedí que no me ataras y empezamos
Con los nudos en las manos, los grilletes y el bozal
Que más tarde, cuando el día ya no ejerza
Con la camisa de fuerza nos pondremos a bailar
Y trastabillar entre tanto pie que no sabe trabarnos
Ni sabe quitarnos las llaves del anochecer
Que mala muerte me venga o me rebanen la lengua
Si te quise querer mal
Tú me diste tanta fiebre, yo te di perro por liebre
Y nos quedamos en paz
Que si la noche se estaba encuerando no fue para verme
Lo que quería es cincuenta y la cama ¿con quién?, daba igual
Con troncos viejos que con calaveras, que esconden los dientes
Con dedos largos que nadie les queda para señalar
Con los muñones que escriben derecho en renglones torcidos
Con el olvido que siempre se acuerda de resucitar
Con los relojes que me echan las cuentas y no han entendido
Que no me he rendido, quise fracasar
Que me ronden moscardones al olor de los cajones
Que una vez cerré por ti
Si palpitan cremalleras al compás de primaveras
Que no las quieren abrir
Que se caiga el sol a cachos, y con él el dios borracho
Que te quiso hacer sufrir
Que te echó su mal aliento que yo transformé en cemento
Para hacerte sonreír

Tradução da letra

Disseste "pinta-me" e pintei uma lua
Lua de quarto minguante com luva de poda
Que com a outra mão agita panelas
Com o barulho das ondas que as tem apaixoná
E choraste ao vê-la: "imagina que te pinto a ti
Um sol radiante e eu colocá-lo na frente pa ' quando você não estiver»
Que me cortem o gaznate se não vejo que se batem
Borboletas ao seu andar
Se não chorasse uma baía quando estivesse louca perdia
De mim coxear
Pedi Te para não me amarrares e começámos
Com nós nas mãos, Algemas e focinho
Que mais tarde, quando o dia já não exercer
Com a camisa de força vamos dançar
E entalar o pé que não sabe travar nos
Nem sabe tirar as chaves do anoitecer
Que pena de morte me venha ou cortem me a língua
Se te quis amar mal
Tu deste-me tanta febre, eu dei-te cão por lebre
E ficamos em paz
Que se a noite se estivesse a fechar não foi para me ver
O que eu queria é cinquenta e a cama com quem? não me importava
Com troncos velhos do que com crânios, que escondem os dentes
Com dedos longos que ninguém lhes resta para apontar
Com os cotos que escrevem em linha reta em linhas torcidas
Com o esquecimento ele sempre se lembra de ressuscitar
Com os relógios que me atiram as contas e não entenderam
Que eu não desisti, eu queria falhar
Que me rodem moscardones ao cheiro das gavetas
Que uma vez fechei por ti
Se palpitar zíperes ao compasso de molas
Que não as querem abrir
Que caia o sol a chubos, e com ele o Deus bêbado
Que te quis fazer sofrer
Que te deu o mau hálito que eu transformei em cimento
Para te fazer sorrir