Marea — Dos alpargatas letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Dos alpargatas" de Marea.

Letra

Son un barreño tus tristes ojos
Cuando no estamos cerca somos dos gorriones cojos
Dos alpargatas de piel de saco
Y un puerto cada cama donde no atraca ni un barco
Y una mijilla de sol a la terraza
Y al poco paladas de arena para el corazón
Que muera en tus brazos
Que dé taconazos con la luna llena
Y entre mis borrones he sido un borrico
Que quiso besar el aire y la acera y quedarse contigo
Y no puede ser
No vuelvo a nadar en los mares de trigo
Que se ensucia el pan de mirarme al ombligo
Llegan las dudas, echa el pestillo
Que saco un ramillete y después paso el cepillo
Con mi chaqueta de seis botones
Que no me la cambiaron ni hijoputas ni ladrones
Y de puntillas se irá la soledad
Después de cambiarme los pétalos del azahar
Por una chumbera que pincha los globos de mi primavera
Y entre mis borrones he sido un borrico
Que quiso besar el aire y la acera y quedarse contigo
Y no puede ser
No vuelvo a nadar en los mares de trigo
Que se ensucia el pan de mirarme al ombligo
Y en mis dinteles, el mal fario se va haciendo fuerte
Y rebuznando se me olvida que vine a verte
Que si en las baldas de tu armario no busco comida
Tal vez me acorrale la vida y me folle la suerte
Y entre mis borrones he sido un borrico
Que quiso besar el aire y la acera y quedarse contigo
Y no puede ser
No vuelvo a nadar en los mares de trigo
Que se ensucia el pan de mirarme al ombligo

Tradução da letra

Os teus olhos tristes são um borrão
Quando não estamos por perto somos dois pardais coxos
Dois alpercatas de pele de saco
E um porto cada cama onde não atraca nem um barco
E uma mijilla de sol para o terraço
E ao pouco paladas de areia para o coração
Que morra nos teus braços
Que dê tacadas com a lua cheia
E entre os meus borrões fui um borrico
Que quis beijar o ar e o passeio e ficar contigo
E não pode ser
Não volto a nadar nos mares de trigo
Que se suja o pão de olhar para o meu umbigo
As dúvidas chegam, lança o trinco
Que eu tiro um corpete e Passo então a escova
Com o meu casaco de seis botões
Que não me mudaram nem filhos da puta nem ladrões
E na ponta dos pés a solidão vai embora
Depois de mudar as pétalas da flor de laranjeira
Por uma chumbera que pinta os balões da minha primavera
E entre os meus borrões fui um borrico
Que quis beijar o ar e o passeio e ficar contigo
E não pode ser
Não volto a nadar nos mares de trigo
Que se suja o pão de olhar para o meu umbigo
E nos meus lintéis, o mal fario vai ficando forte
Esqueço me que vim ver te
Que se nas prateleiras do teu armário não procuro comida
Talvez me encurrale a vida e me foda a sorte
E entre os meus borrões fui um borrico
Que quis beijar o ar e o passeio e ficar contigo
E não pode ser
Não volto a nadar nos mares de trigo
Que se suja o pão de olhar para o meu umbigo