Lynda Lemay — Sables mouvants letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Sables mouvants" de Lynda Lemay.

Letra

On avait plus de quoi payer
On finissait plus de s’endetter
Comme dans des sables mouvants
On s’enfonçait en s’débattant
Un jour c’est l’essentiel qui manque
Et on n’a plus un sou en banque
C’est c’qu’on appelle toucher l’fond
Ils vont nous r’prendre notre maison
Mon homme a beau être orgueilleux
Je sais pas vraiment de quelle façon
Y va r’tenir dedans ses yeux
Ses larmes d’humiliation
Lui qui travaillait à côté
À la vieille usine de papier
Là où ils viennent de procèder
À une centaine de mises à pied
Quatre-vingt-seize pour cent de honte
Et quatre pour cent de grandes vacances
Depuis c’jour-là y a pas qu’les comptes
Qui rentrent chez nous en souffrance
Le petit a beau être raisonnable
J’sais pas comment y va comprendre
Qu’y faut qu’y quitte son carré d’sable
Et qu’y dise adieu à sa chambre
Quelqu’un s’fera dire qu’il a d’la chance
Que c’est une reprise de finance
Une p’tite signature chez l’notaire
Et il deviandra propriétairee
Il viendra vivre dans notre lumière
Il viendra respirer notre air
Il parlera d’sa promotion
Prendra un verre dans not’salon
Sans nous demander la permission
Il viendra prendre notre maison
On dit l’argent fait pas le bonheur
Mais ça sonne drôle devant le petit
Qui acceptera pas j’en ai bien peur
De devoir quitter ses amis
C’est la maison d’ses premiers pas
C’est le royaume de ses souvenirs
Oui c’est chez lui ce bel endroit
Dont on devra se départir
Parce que l’on n’a plus les moyens
Que les emplois sont incertains
Les temps étant durs comme il sont
Il faudra se faire une raison
Se trouver des boîtes en carton
Et tout en chargeant le camion
Essayer d’oublier qu’il vont venir nous prendre notre maison
Demain il faut qu’on déménage
Qu’on prenne nos rêves et qu’on les sorte
De notre coeur de notre garage
Et puis on fermera la porte
(Merci à Marie-Eve pour cettes paroles)

Tradução da letra

Tínhamos mais para pagar.
Já não estávamos endividados.
Como em areias movediças
Estávamos a afundar-nos enquanto lutávamos.
Um dia esta é a principal coisa que falta
E não nos resta nem um tostão no banco.
Chama-se tocar no fundo
Eles vão recuperar a nossa casa.
O meu homem pode estar orgulhoso.
Não sei como
Ele vai manter os olhos nele.
As suas lágrimas de humilhação
Aquele que trabalhava aqui ao lado.
Na velha fábrica de papel
Onde acabaram de proceder
Cem despedimentos.
Noventa e seis por cento de vergonha
E quatro por cento das grandes férias
Desde aquele dia não há apenas contas
Que vêm para casa com dores
O pequeno pode ser razoável
Não sei como vou descobrir.
O que é que deixa o seu quadrado de areia
E diz adeus ao quarto dele.
Alguém vai saber que ele tem sorte.
Que se trata de uma recuperação financeira
Uma pequena assinatura no notário
E tornar-se-á dono.
Ele virá viver na nossa luz
Ele virá respirar o nosso ar
Ele vai falar sobre a sua promoção.
Vai tomar uma bebida no salão
Sem pedir permissão
Ele virá e tomará a nossa casa.
Dizem que o dinheiro não faz felicidade.
Mas parece engraçado em frente ao miúdo.
Quem não aceitará receio
Ter de deixar os amigos
É o lar dos seus primeiros passos
Este é o reino das suas memórias
Sim é em casa este lugar lindo
Que teremos de eliminar
Porque já não temos os meios
Que os empregos são incertos
Tempos difíceis como estão
Será necessário fazer uma razão
Encontrar caixas de cartão
E enquanto carregava o camião
Tenta esquecer que eles virão e tomarão a nossa casa.
Amanhã temos de nos mudar.
Vamos pegar nos nossos sonhos e tirá-los de lá.
Do nosso coração da nossa garagem
E depois fechamos a porta
(Graças a Marie-Eve por estas palavras)