Lynda Lemay — Les torchons letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Les torchons" de Lynda Lemay.

Letra

Les torchons contre les guenilles
C’est l’expression dans ma famille
Mes frères se battent quand ils sont chauds
La guerre éclate en mille morceaux
Chez nous on a c’que l’on mérite
On finira l’estomac creux
Mais mieux vaut tard que tout d’suite
Chez nous les loups se mangent entre eux
Coeur qui soupire mange une volée
Et l’appétit vient en mangeant
Lorsque le feu fait pas d’fumée
On peut brûler eternellement
Les grands remèdes à nos grands maux
On les trouve pas en pharmacie
On s' habitue à nos défauts
Qui à bu boira, comme on dit
Ventre affamé n’a pas d’oreille
Chez nous on n’s’entend pas pour dire
Que pour tout l’monde luit le soleil
Faut boire le vin que papa tire
Chez nous par chance que qui dort dîne
Et que qui châtie bien aime bien
On s’aime très fort dans la cuisine
Quand on n’a plus qu’une tranche de pain
Toute vérité est bonne a dire
À beau mentir qui sort d’ici
Tout vient a point à qui sait fuir
L’impasse des gens démunis
Si c’est vrai qu’vouloir c’est pouvoir
J’vous jure que j’en peux a la vie
Tous les derniers, les moutons noirs
Sont les premiers dans mon taudis
Et si pauvreté n’est pas vice
Elle est quand même héréditaire
Ce qu’on espère de père en fils
C’est que toute peine mérite salaire
Le gros bon sang dans ma famille
J’crois qu’il faut le voir pour le boire
Plus on est d’fous dans ma famille
Plus on ris jaune de nos bagarres
Ventre affamé n’a pas d’oreille
Chez nous on n’s’entend pas pour dire
Que pour tout l’monde luit le soleil
Faut boire le vin que papa tire
Chez nous par chance que qui dort dîne
Et que qui châtie bien aime bien
On s’aime très fort dans la cuisine
Quand on n’a plus qu’une tranche de pain
Toute vérité est bonne a dire
À beau mentir qui sort d’ici
Tout vient a point a qui sait fuir
L’impasse des gens démunis
Si c’est vrai qu’vouloir c’est pouvoir
J’vous jure que j’en peux a la vie
Tous les derniers, les moutons noirs
Sont les premiers dans mon taudis
Les torchons contre les guenilles
C’est l’expression dans ma famille
Mes frères se battent quand ils sont chauds
La guerre éclate en mille morceaux
Y’en a qui disent tel père, telle fille
Et tout est bien qui finit bien
Mais l’expression dans ma famille
C’est «quand t’es rien … tu finis rien !»
Ventre affamé n’a pas d’oreille
Chez nous on n’s’entend pas pour dire
Que pour tout l’monde luit le soleil
Faut boire le vin que papa tire
Chez nous par chance que qui dort dîne
Et que qui châtie bien aime bien
On s’aime très fort dans la cuisine
Quand on n’a plus qu’une tranche de pain
Toute vérité est bonne a dire
À beau mentir qui sort d’ici
Tout vient à point a qui sait fuir
L’impasse des gens démunis
Chez nous on a pas les moyens
Ça j’ai ma faim qui l’justifie
Si c’est vrai le temps c’est du foin
J’ai une moyenne botte de crédit

Tradução da letra

Toalhas de chá contra guenillas
Essa é a expressão na minha família.
Os meus irmãos lutam quando estão quentes
A guerra rebenta em mil pedaços
Temos o que merecemos.
Vamos acabar o estômago oco.
Mas mais vale tarde do que já.
Em nós, os lobos comem-se uns aos outros.
O coração suspirando come uma roldana
E o apetite vem ao comer
Quando o fogo não faz fumo
Podemos arder para sempre.
Os grandes remédios para as nossas grandes doenças
Não são encontrados em farmácias.
Habituamo-nos às nossas falhas
Quem beber beberá, como dizem
Barriga faminta não tem ouvido
Não nos damos bem para dizer
Que para todos brilha o sol
Tens de beber o vinho que o papá desenha.
A nós por acaso que quem dorme Janta
E quem castiga bem gosta bem
Nós amamo-nos muito na cozinha.
Quando só nos resta uma fatia de pão
Toda a verdade é boa para dizer
Que simpático da tua parte deitares-te fora daqui.
Tudo chega ao ponto de quem sabe como fugir
O impasse dos pobres
Se é verdade que querer é poder
Juro que consigo viver.
Todos os últimos, a ovelha negra
São os primeiros na minha favela
E se a pobreza não é vício
Ainda é hereditário.
O que esperamos de pai para filho
É que qualquer punição merece salário.
O grande sangue da minha família
Acho que tens de o ver para o beber.
Quanto mais loucos somos na minha família
Quanto mais nos rimos amarelos das nossas lutas
Barriga faminta não tem ouvido
Não nos damos bem para dizer
Que para todos brilha o sol
Tens de beber o vinho que o papá desenha.
A nós por acaso que quem dorme Janta
E quem castiga bem gosta bem
Nós amamo-nos muito na cozinha.
Quando só nos resta uma fatia de pão
Toda a verdade é boa para dizer
Que simpático da tua parte deitares-te fora daqui.
Tudo chega a um ponto que sabe como fugir
O impasse dos pobres
Se é verdade que querer é poder
Juro que consigo viver.
Todos os últimos, a ovelha negra
São os primeiros na minha favela
Toalhas de chá contra guenillas
Essa é a expressão na minha família.
Os meus irmãos lutam quando estão quentes
A guerra rebenta em mil pedaços
Há quem diga Que Tal Pai, Tal Filha
E tudo está bem que acaba bem
Mas a expressão na minha família
É " quando não és nada ... não acabas nada !»
Barriga faminta não tem ouvido
Não nos damos bem para dizer
Que para todos brilha o sol
Tens de beber o vinho que o papá desenha.
A nós por acaso que quem dorme Janta
E quem castiga bem gosta bem
Nós amamo-nos muito na cozinha.
Quando só nos resta uma fatia de pão
Toda a verdade é boa para dizer
Que simpático da tua parte deitares-te fora daqui.
Tudo aponta para quem sabe como fugir
O impasse dos pobres
Não temos dinheiro para isso.
Que tenho a minha fome que o justifica
Se for verdade o tempo está feno
Tenho um crédito médio.