Lynda Lemay — Le Traité de solitude letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Le Traité de solitude" de Lynda Lemay.

Letra

J’ai pris ton stylo
J’ai pris un moment
J’ai mordu ma lèvre au sang
J’avais le cœur gros comme un firmament
Gros comme mes rêves d’avant
Penchée sur la page sans rature
Rédigée par la secrétaire
D’une firme aux 4 noms
Aux consonances étrangère
Penchée sur la ligne de signature
Le geste en suspension
L encre levé prête à fuir
Une crampe dans le creux de la main
Et une autre dans les reins
Je savais plus mon nom
Découpé du tien
Étourdis par mon chagrin
Penchée sur cette feuille au allure de testament manigancé
Qu’on fait signer a de pauvre gens faible et dérouté
Je perdais la raison
Je cherchais la façon de te haïr
L’encre prête à tout salir
Le poignet crispé
J’ai relevé ma manche
Ma main moite était toute blanche
J’ai regardée le papier les phrases était flou
J’ai sentie flancher mes genoux
Fallait il que je signe a l’envers
Ce que j’avais signé a l’endroit
Une petite griffe en antidote
A celle du vieux contrat
D’attendais ma goutte encre
Pareil comme on attend noël
L’impatience plein les semelles
J’ai levée les yeux
Jusqu’a dans tes yeux
Je t’ai fixée une bonne fois
Pour voir ce qui me restait espoir
J’ai mis ton stylo
Sur le papier rude
Le traitée de solitude
J’ai signée mon nom
A coté du tien
Je me suis forcée la main
Ta repris ton stylo
Puis ton document
C'était l’heure de se dire au revoir
Mais on savait plus trop comment
Ta pris ton manteau
Ta pris un moment
Ta mordu ta lèvre au sang
T’avais l’air émue
Comme les yeux dans l’eau
J’ai surement mal vu
Surement

Tradução da letra

Tirei-te a caneta.
Tirei um momento.
Mordi o lábio até ao sangue.
O meu coração era tão grande como um firmamento
Grande como os meus sonhos antes
Apoiando-se na página sem restrições
Preparado pelo Secretário
De uma empresa com 4 nomes
A consoantes estrangeiras
Apoiando-se na linha de assinatura
O gesto em suspensão
I tinta elevada pronta a vazar
Uma cãibra no buraco da mão
E outro nos rins.
Já não sabia o meu nome.
Corta da tua
Atordoado pela minha dor
Apoiando-se nesta folha com o olhar de uma vontade de vontade
Que assinamos com os pobres fracos e confusos
Estava a enlouquecer.
Estava à procura de uma forma de te odiar.
A tinta está pronta para sujar tudo.
O pulso cerrado
Levantei a manga
A minha mão suada estava toda branca
Olhei para o jornal, as frases estavam desfocadas.
Senti os meus joelhos a flanquear.
Tive de assinar ao contrário.
O que eu tinha assinado no lugar
Uma pequena garra de antídoto
Ao do antigo contrato
À espera da minha gota de tinta
Tal como estamos à espera do Natal
Impaciência Sola completa
Olhei para cima.
Mesmo nos teus olhos
Olhei para ti uma vez.
Para ver o que restava da esperança
Eu coloquei a sua caneta.
Em papel grosseiro
O Tratado da solidão
Assinei o meu nome.
Ao lado do teu
Eu forcei a minha mão
Tenho a tua caneta.
Então o seu documento
Era hora de dizer adeus
Mas já não sabíamos muito como
Pega no teu casaco.
Demorou um pouco.
Mordeste o lábio até ao sangue
Parecias comovido.
Como olhos na água
Devo ter visto mal.
Certamente