Luis Eduardo Aute — No Es En Vano letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "No Es En Vano" de Luis Eduardo Aute.
Letra
Tras el sacro desenfreno,
el frenazo y el frenillo,
le previene el cura obsceno
al incauto monaguillo:
«Ojo y no eches por la borda
tus ardores de grumete».
«Pues me vino el Sursum Corda»,
le responde el mozalbete
«¡Vade retro… y dime hijo,
¿fue el derrame en la escotilla?»
«No, más bien fue tan prolijo
que le ungí la coronilla».
«Pues enváinala, carajo»,
le amonesta, airado, el cura,
«que me pringues el refajo,
vale, pero la tonsura…
Eso sí que no… ¡ah, no!"
Y aquí viene el estribillo
que masculla el monaguillo:
«No es en vano, ano, ano
que se llame, ame, ame
Vaticano el Vaticano,
ano, ano, ano, amén.
No es en vano, ano, ano
ano, amén".
Más taimado el sacerdote,
le consuela al monaguillo:
«por jadearme en el cogote,
te has ganado un cigarrillo…
Y ahora, por la sodomía,
que por cierto, fue muy breve,
rézate un Avemaría
pues tu culpa es falta leve.
Pero por tu incontinencia
en la cumbre del trabajo,
ponte, como penitencia,
un cilicio en el badajo.
Y no seas pico de oro
si no quieres un azote
que ahora ya no calla el coro
y se monta el gran cipote…
Tradução da letra
Depois do Sacro desenfreado,
o freio e o freio,
o padre obsceno o impede
o sem-abrigo:
"Olho e não jogue ao mar
seus ardores de grumete".
"Pois me veio o Sursum Corda»,
o mozalbete responde
"Vade retro dime e diz-me Filho,
foi o derrame na escotilha?»
"Não, foi tão prolixo
que lhe ungi a coroa".
"Então embala-a, porra»,
Admoesta-o, irado, o padre,
"que me estragues o refajo,
está bem, mas a tonsura…
Isso é que não... ah, não!"
E aí vem o refrão
que murmura o coroinho:
"Não é em vão, ânus, ânus
que se chame, ame, ame
Vaticano o Vaticano,
ano, ano, Ano, Ámen.
Não é em vão, ânus, ânus
ano, Ámen".
Mais taimado o padre,
conforta o coroinho:
"por me ofegar no caralho,
ganhaste um cigarro…
E agora, pela sodomia,
que, a propósito, foi muito breve,
reza uma ave maria
pois a tua culpa é falta leve.
Mas pela tua incontinência
na cimeira do trabalho,
põe-te, como penitência,
um saco na bagageira.
E não seja pico de ouro
se você não quer uma palmada
que agora já não cala o coro
e o grande cipote é montado…