Loïc Lantoine — Un rude chameau letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Un rude chameau" de Loïc Lantoine.

Letra

C’est des histoires de morve, des contes de gars content
De p’tit môme à sa mum de brouillon débutant
Qu’a lâché les tétons pour jouer les têtus
Qui tâtonne et s'étonne mais qui fait le velu
Terrifié d’l’infini, étranger à la mort
J'étais le pas d’accord qu’en re-voulait encore
Quand en gosse je m’agace, je repense à la grâce
D’une mamie émue qui m’disait d’une voix classe
Qu’j'étais quand même un rude chameau
Qu’j'étais quand même un rude chameau
C’est des histoires de mec qu’a fini ses bons becs
Qu’a des colères de fric, qu’a son espoir tout frec
Qui se frotte au fracas des verres renversés
Qui survit à l’amour en feintant d’se marrer
C’est des jours démolis, des nuits un peu jolies
Du gars qui s’aime pas lui mais qui marche à l’envie
Et l’ouragan des rires des mecs solitaires
Qui savent tellement rien qu’ils pourront jamais s’taire
Sûr que j'étais un rude chameau
Sûr que j'étais un rude chameau
C’est des histoires de mieux, calme-toi, je le veux
D’un gars qu’est encore là presque vert au milieu
Ça tourmente et tempête mais les matins sont frais
Et les copains compètent pour qu’on dise que c’est vrai
Quand toute honte s’ra bue si le temps est au sec
J’regard’rai ma quelqu’une qui veux bien faire avec
On tutoiera la mort en fabriquant des gosses
Mais faut dire, vu l’dossier, vu c’qui a dans ma bosse
J’rest’rai quand même un rude chameau
J’rest’rai quand même un rude chameau
C’est ça vot' fin?
Chameaux, va !

Tradução da letra

São histórias de ranho, histórias de tipos felizes.
Do miúdo à sua mãe novata.
O que soltou os mamilos para tocar o teimoso
Que apalpa e espanta mas faz o Peludo
Aterrorizada pelo infinito, alienígena até a morte
Eu era o não-concordo que re-queria de novo
Quando me zango em miúdo, penso na grace.
De uma avó emotiva que me disse com uma voz elegante
Que eu ainda era um camelo áspero
Que eu ainda era um camelo áspero
São histórias de homens que acabaram com as suas boas bocas.
O que tem raiva de dinheiro, o que tem a sua esperança tudo sarda
Que esfrega no estrondo dos copos entornados
Que sobrevive ao amor fingindo rir
São dias destroçados, noites bonitas
Do tipo que não se ama a si mesmo mas que caminha para a inveja
E o furacão do riso de tipos solitários
Que não sabem nada tanto que nunca poderão ficar em silêncio
Claro que eu era um camelo áspero.
Claro que eu era um camelo áspero.
São histórias melhores, acalma-te, eu quero
De um tipo que ainda está lá quase verde no meio
É tempestuoso e tempestuoso mas as manhãs são fixes
E os amigos competem para dizer que é verdade
Quando toda a vergonha desaparecer se o tempo estiver seco
Eu pareço - me com alguém que quer sair-se bem.
Vamos ver a morte fazendo filhos.
Mas tens de dizer, considerando o ficheiro, considerando o que está na minha corcunda.
Ainda sou um camelo áspero
Ainda sou um camelo áspero
Isso é vot' end?
Camelos, vão !