Lino — 95, Rue Borsalino (J'me Confesse) letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "95, Rue Borsalino (J'me Confesse)" de Lino.

Letra

On a l'âge de nos actes, la sagesse de leurs conséquences
P’t-être qu’on serait différents loin d’nos ZAC?
Peut-être, mais c’qui est sûr, qu’l’homme qu’on devient
Dépend du môme qu’on a été, ces putains d’blessures
La daronne voulait qu’j’devienne toubib ou baveux
J’ai fait un bide grave, l'école et moi c’est Arafat et Sharon
Désolé M’sieur l’Commissaire, y’a qu’sur l’beat que j’passe aux aveux
La couronne j’braque nerveux, dope mon rap à la testostérone
J'étais un merdeux, plein d’attitude, peu d’ambition
Cauchemardeux, j’ai fait mes études dans un buisson
La putain d’cuisson?
Tu connais, l’son on l’aime saignant dans l’coin
Les mots crus, la tête brûlée à point sous l’bonnet
Check un-deux, on est microphone-toxo'
Reconnais qu’si t’es d’taille, t’es rare comme une putain sans proxo'
On est en 95, le morceau c’est «Balltrap», puissant
J’fête mes 20 piges au poste, menottes serrées jusqu’au sang
La chasse au flouze assassine l’innocence, comme grandir près des piquouzes
À l'âge bête dans une partouze, perdre son pucelage
Prête l’oreille, épouse ma cause ou pas
J’m’apprête à faire pousser des roses sur un tas d’bouse
J’t’emmène en virée dans les rues d’ma vie
Dans c’monde j’purge ma peine, j’sais pas combien d’temps j’ai à tirer
J’ai pété la vitre quand j’ai vu les portes du succès closes
J’me confesse
J’ai créé ma prose dans les rues d’la ville
La dalle j’connais, j’en parle peu par respect pour mes géniteurs
La drogue comme thérapeute
À la banque d’la morale j’suis débiteur, mec depuis ti-pe j’dérape
Dans l’collimateur des schmitts, j’glisse sur un terrain râpeux
C’est dans mes raps qu'ça s’ressent, j’ai eu l’vice précoce
L’odeur du sang, la pisse, les plans stressants
Depuis qu’on est gosses mes frangins et moi
Trop nombreux mais pas numérotés
On a expérimenté l’cheu-arra, déjà tout jeunes ça carrotait
Y’avait d’la joie dans nos trous à rat, c'était loin d'être Rio
Enfance bercée par les cris, menaces d’expulsion du proprio
On aime la vie alors on s’cramponne, prend la fourrure par la crinière
Mêmes paralysés par une rafale dans la moelle épinière
J’m’en tamponne, un chouia obsédé fallait l’présager
Gamin, j’ai fait des tonnes de trucs avec une conne plus âgée
J’reste enragé, j’vous emmerde, c’rap c’est mon blues
Sur ma mère, j’m’apprête à faire pousser des roses sur un tas d’bouse
J’t’emmène en virée dans les rues d’ma vie
Dans c’monde j’purge ma peine, j’sais pas combien d’temps j’ai à tirer
J’ai pété la vitre quand j’ai vu les portes du succès closes
J’me confesse
J’vais crier ma prose dans les rues d’la ville
Quand l’daron est parti, j'étais pas un homme, encore un merdeux
Paix à son âme, devant la somme d’emmerdes, m’man pleurait pour deux
J’attrape mon arme, mes pieds épousent le béton à merveille
Ses larmes j’les ai pas vues, trop occupé à rien foutre
Quand la rue surveille, le sort te shoote ou t’braque
J’ai rien trouvé d’mieux qu’ramener des tas d’flics retourner la baraque
Dire que l’destin nous a mal notés? C’est ça
Y’a rien d’pire pour une mère que d’voir son fils mourir ou partir menotté
C’est ma rédemption d’délinquant, ce son m’foudroie
Ça nique le mental, comme voir son premier cadavre à cinq ans
Maintenant j’marche droit ou presque
J’ai trouvé un camp, béni mes proches
Seul l'échec viendra assassiner ma fresque
J’serai pas criminel, parc’que c’est c’que leurs statistiques disent
Le Ciel nous vise depuis l’péché originel
Oublie les pronostics, moi j’t’offre une virée dans mes shoes
2005 c’est Ärsenik, j’fais pousser des roses sur un tas d’bouse
J’t’emmène en virée dans les rues d’ma vie
Dans c’monde j’purge ma peine, j’sais pas combien d’temps j’ai à tirer
J’ai pété la vitre quand j’ai vu les portes du succès closes
J’me confesse
J’ai créé ma prose dans les rues d’la ville
La vie est une pute, on est ses michetons
À s’vendre, à s’shooter pour un bifton
C’est quoi l’but?
Maudis pas l’trou où tu chutes mais c’qui t’a mis dedans
J’crois ni au hasard ni aux accidents
J’me confesse
2005, 95 rue Borsalino
J’me confesse

Tradução da letra

Temos a era das nossas acções, a sabedoria das suas consequências.
Porque haveríamos de ser diferentes do nosso ZAC?
Talvez, mas isso é certo, o homem em que nos tornamos
Depende do miúdo que éramos, dos ferimentos.
A daronne queria que eu fosse o toubib ou babar-me.
Fiz uma oferta séria, a escola e eu somos Arafat e Sharon.
Desculpe Comissário, é só na batida que passo para as confissões
A coroa eu fico nervoso, dopar o meu rap com testosterona
Eu era um merdas, cheio de atitude, um pouco de ambição.
Nightmarish, estudei num arbusto.
A porra dos bolos?
Sabes, o som que adoramos a sangrar ao virar da esquina
As palavras cruas, a cabeça queimada até ao ponto Debaixo da tampa
Teste um-dois, estamos com o microfone-toxo.
Admite que se és alto, és raro como uma prostituta sem um chulo.
Estamos em 1995, a canção é "Balltrap", poderosa
Festejo os meus 20 porcos na esquadra, algemado ao sangue.
Caça difusa mata a inocência, como crescer perto de piquouzes
Fera envelhecida numa orgia, a perder a empregada
Ouve, casa com a minha causa ou não.
Estou prestes a plantar rosas num monte de esterco.
Vou levar-te para as ruas da minha vida.
Neste mundo estou a cumprir a minha sentença, não sei quanto tempo tenho de disparar.
Parti a janela quando vi as portas do sucesso fechadas.
Confesso.
Criei a minha prosa nas ruas da cidade.
A laje que conheço, falo pouco por respeito aos meus amigos.
A droga como terapeuta
No Banco da moralidade sou obrigado, meu desde ti-pe i skid
No colimador dos schmitts, escorrego num terreno acidentado
É nos meus raps que se sente, eu tive o vício inicial
O cheiro de sangue, mijo, planos stressantes
Desde crianças, eu e os meus irmãos
Demasiados, mas não numerados
Nós experimentamos o cheu-arra, já jovem era cenoura
Havia alegria em nossos buracos de ratos, era longe do Rio
Infância abalada pelos gritos, ameaças de despejo do proprietário
Nós amamos a vida por isso agarramos-nos, pegamos no pêlo pela Crina
Até paralisado por uma explosão na medula espinhal.
Não me interessa, um chouia obcecado teve de o prever.
Miúdo, fiz montes de coisas com uma puta mais velha.
Ainda estou zangado, vai-te foder, é o rap é a minha tristeza
Pela minha mãe, estou prestes a plantar rosas num monte de esterco.
Vou levar-te para as ruas da minha vida.
Neste mundo estou a cumprir a minha sentença, não sei quanto tempo tenho de disparar.
Parti a janela quando vi as portas do sucesso fechadas.
Confesso.
Vou gritar a minha prosa nas ruas da cidade
Quando o daron se foi embora, eu não era um homem, ainda um merdas.
Paz à sua alma, antes da soma dos problemas, a mãe chorou por dois
Pego na minha arma, os meus pés casam-se lindamente com betão.
Suas lágrimas Eu não vi, muito ocupado para nada
Quando a rua vê, o feitiço mata-te ou tranca-te
Não encontrei nada melhor do que trazer um bando de polícias para a cabana.
Dizer que o destino nos julgou mal? É isso.
Não há nada pior para uma mãe do que ver o filho morrer ou ir algemado.
Esta é a minha redenção como infractor, este som parece-me
É desconcertante, como ver o primeiro cadáver quando tinha cinco anos.
Agora ando direito ou quase
Encontrei um acampamento, abençoados os meus entes queridos.
Só o fracasso virá para matar o meu fresco.
Não serei um criminoso, porque é o que dizem as estatísticas deles.
O céu tem nos observado desde o pecado original
Esquece as previsões, ofereço-te boleia no meu lugar.
2005 é o Archie Senik, eu cultivo rosas numa pilha de esterco.
Vou levar-te para as ruas da minha vida.
Neste mundo estou a cumprir a minha sentença, não sei quanto tempo tenho de disparar.
Parti a janela quando vi as portas do sucesso fechadas.
Confesso.
Criei a minha prosa nas ruas da cidade.
A vida é uma puta, somos os seus michetons
Para vender, para atirar por um bifton
Para quê?
Não amaldiçoes o buraco onde caíste, mas foi isso que te colocou nele.
Não acredito nem no acaso nem nos acidentes
Confesso.
2005, 95 rue Borsalino
Confesso.