Les Frères Jacques — Serenade de la puree letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Serenade de la puree" de Les Frères Jacques.

Letra

D’puis une heure au moins, j' chante et n’vois pas d’client paraître
Oh ! j’vous d’mande pardon, voici qu’au second, s’ouvre une fenêtre
J’vois qu’c’est un copain, qu’jai sauvé d’la faim, y me l’rendra p’t-être
Non, il s’retire sans rien me dire, y m’jette un rotin.
Garde ta fortune, je n’ai pas d’rancune, tant mieux si t’es rupin.
Quand tu seras dans la purée, reviens vers moi
Je n’mène pas une vie dorée comme celle d’un roi
Mais j’ai toujours ma p’tite carrée au-d'ssous des toits
Un crouton, une côtelette panée, ce s’ra pour toi.
Un minois fripon se montre au balcon. Tiens, c’est Antoinette !
La môme aux ch’veux d’or que j’aimais si fort, simple midinette.
Mondaine aujourd’hui, tu viens après lui, t’offrir ma binette
Oui, mais cher ange, parfois l’on change le sort en une seule nuit.
Demain, d’vant ma demeure, y s’peut que tu pleures, ton court bonheur enfui.
Un toutou, voyez, bien blanc, bien peigné, d’la maison s'élance
Il saute, s’il vous plaît, sur mes port’mollets, faut s’mettre en défense
Tiens, c’est mon chien, dis, j’l’avais pris rue L’pic, teigneux sans pitance.
Va-t-il reconnaître son ancien maître ou faire comme l’autre loustic?
Le chien me caresse, j’pleure d’allégresse tellement je trouve ça chic.
Malgré que j’sois dans la purée, tu r’viens vers moi
Toi, tu te fous d’la vie dorée comme celle des rois
Tu reste seul fidèle à l’homme qui n’a plus rien
Et si y a d’la reconnaissance en somme, c’est dans les chiens.

Tradução da letra

A partir de então, pelo menos uma hora, eu canto e não vejo um cliente aparecer
Oh ! Desculpe, aqui no segundo, abre-se uma janela.
Eu vejo que é um amigo, que eu salvei da fome, vai devolvê-lo para mim P't-be
Não, ele sai sem me dizer, atira-me um rotim.
Guarda a tua Fortuna, Não tenho rancor, tanto melhor se fores rupin.
Quando estiveres no puré, volta para mim.
Não levo uma vida dourada como a de um rei.
Mas ainda tenho a minha pequena praça debaixo do telhado.
Um crouton, um cutlet, é para ti.
Um menino maroto aparece na varanda. Toma, é a Antoinette !
O menino de ouro que eu amava tanto, midinette simples.
Mundaine hoje, vens atrás dele, ofereces-te a minha binette.
Sim, mas querido anjo, às vezes mudas o feitiço numa noite.
Amanhã, da minha casa, podes chorar lá, a tua curta felicidade fugiu.
Um cachorrinho, bem branco, bem penteado, das rushes da casa
Ele salta, por favor, sobre os meus bezerros, temos de defender
Olha, é o meu cão, digamos, eu tinha-o na rua, imundo sem o pitance.
Reconhecerá o seu antigo mestre ou fará como o outro loustic?
O cão acaricia-me, choro de alegria e acho-o chique.
Apesar de estar com vontade, vens ter comigo.
Não te importas com a vida dourada dos Reis
Você permanece só fiel ao homem que não tem mais nada
E se há reconhecimento no final, está nos cães.