Léo Ferré — Chanson mécanisée letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Chanson mécanisée" de Léo Ferré.
Letra
Vive les temps mécaniques
Prends tes claques et tes cliques
Les roses peuvent faner
Dans le cœur électronique
Ça bat pas comme la musique
Qui battait dans l' sablier
Mozart pour faire ses trilles
N’avait ni stylo à bille
Ni plume Sergent Major
Quand il voulait une plume
Il plumait dans le costume
D’une oie qui passait dehors
Vive les temps atomiques
Brûle tes vieilles reliques
Le soleil peut s’en aller
Tous les chagrins qu’on empile
Se mettront dans une pile
Pour chauffer tout mon quartier
L'écrivain nommé Voltaire
N’avait pas de frigidaire
Ni même d'électricité
Quand il voulait de la glace
Il attendait qu’hiver passe
Avec son cheval glacé
Vivent les temps fantastiques
Prends la route astronomique
Sans jamais te retourner
Si la faim gêne ta course
Arrête au resto Grande Ourse
C’est ouvert toute l’année
Fini le vagabondage
La mer s’est mise en chômage
Les bateaux peuvent flâner
Pour aller en Amérique
Prends l’oiseau mélancolique
Qui ne chantera jamais
Viennent les temps chimériques
Et l’automne mécanique
Avec ses cheveux défaits
Je ne connais qu’un royaume
C’est celui de mes fantômes
Qui ne parleront jamais
Si ma voix microsillonne
Cette chanson monotone
C’est qu’elle est emprisonnée
Ouvre-lui vite ta porte
Et que le diable remporte
Ma chanson mécanisée
Tradução da letra
Viva os tempos mecânicos
Leva as tuas estaladas e estalidos
As rosas podem desaparecer
No coração electrónico
Não bate como a música.
Que batem na ampulheta
Mozart para fazer as suas trilhas
Não tinha esferográfica
Ni pen Sargento-Mor
Quando ele queria uma pena
Ele empanturrou-se com o fato.
De um ganso que passa lá fora
Viva os tempos atómicos
Queimem as velhas relíquias.
O sol pode ir
Todas as tristezas que empilhamos
Vai colocar em uma pilha
Para aquecer todo o meu bairro
O escritor chamado Voltaire
Não tinha frigorífico
Nem sequer electricidade.
Quando ele queria gelado
Ele estava à espera que o inverno passasse.
Com o seu cavalo gelado
Viver os tempos fantásticos
Pegue a rota astronômica
Nunca te vires
Se a fome atrapalha a sua raça
Pare no Restaurante Big Bear.
Está aberto todo o ano
Chega de vaguear
O mar ficou desempregado
Os barcos podem passear
Para ir para a América
Leva o pássaro melancólico.
Que nunca cantarão
Venham os tempos quiméricos
E outono mecânico
Com o cabelo desfeito
Só conheço um reino.
São os meus fantasmas.
Que nunca falará
Se a minha voz microssila
Esta canção monótona
É que ela está presa
Abre-lhe a porta depressa.
E que o diabo ganhe
A minha canção mecanizada