La Canaille — Le fric letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Le fric" de La Canaille.
Letra
Compte bancaire à découvert, salaire dérisoire
Constamment dans l’rouge, ici on travaille pour la gloire
Le peu d’argent qu’on gagne est bouffé par les crédits
A peine ta paye arrive que déjà, t’as l’trois quarts qu’est saisi
Je vais retirer du cash comme je joue au loto
Je tente ma chance, et si ça marche pour 20 euros j’suis fin heureux
Toujours les poches vides, c’est pas pour nous qu’les vitrines brillent
Nous on est juste voués à avoir envie, et partir en vrille
Être sans sou ça rend fou, une véritable obsession
Plus qu'ça en tête, tu gamberges, cherches une solution
Prise de décision entre le marteau et l’enclume
Ta conscience te fait défaut, laisse ton cerveau dans la brume
Du fric
D’la maille
Eh ouais la tune
Besoin d’oseille
Faut qu'ça rentre, c’est tout c’qui compte, une seule et triste ambition
Bordel, faut qu’on s’en sorte à n’importe quelles conditions
C’est c’qui nous pousse à accepter c’qu’on devrait pas
A oublier qu’en temps normal on le ferait pas
C’est grave comme on met d’côté notre fierté pour du pognon
Regarde à quoi on est réduit, comme on s’rabaisse devant nos patrons
Tellement peur du chomdu qu’on s’laisse marcher dessus
Du coup, nous, au taf, on mouche pas, on s’prostitue
On est en manque et c’est la cause de tous nos maux
Il nous faut notre dose à nous aussi, c’est pas nouveau
Te méprends pas, on veut qu’notre dû, on demande pas l’aumône
Pour enfin vivre décemment et faire plaisir à nos mômes
Eh ouais, j’parle de pèze c’est tendu, j’entends d’là les réfractaires
Me dire que j’suis tombé bien bas, j’exagère
Propos trop terre-à-terre, à leurs yeux y a pas qu'ça qui compte
Ça manque de poésie dans mes écrits, ils trouvent ça vulgaire
Moi je me méfie de ceux qu'ça gêne, pas clairs avec leur blé
Les mêmes pour qui c’est tabou d’en parler
De suite sont mal à l’aise, pleins d’mystères dans leurs affaires
Soit ils gagnent trop, soit c’est malhonnête et souvent ça va d’pair
Pendant ce temps-là, nous on s’partage des bouts de misère
De petits boulots en petits boulots l’avenir pour nous reste précaire
Tous résignés, déçus, fatigués
Les vieux t’diront qu’chez nous on perd sa vie à la gagner
Alors…
Du fric
Bien sûr qu’on veut du fric
D’la maille
Pour pas finir sa vie sur la paille
Eh ouais la tune
Des fois pour ça on décrocherait la Lune
Besoin d’oseille
Dans ce monde où tout a un prix, où tout s’paye
La pression
Tous sous la pression
Tradução da letra
Conta bancária a descoberto, salário irrisório
Constantemente no vermelho, aqui trabalhamos pela glória
O pouco dinheiro que ganhamos é consumido pelos créditos.
Assim que o seu salário chegar, já terá os três quartos confiscados.
Levantarei dinheiro enquanto jogo na lotaria.
Eu tento a minha sorte, e se funcionar por 20 euros eu estou feliz fim
Sempre bolsos vazios, não é para nós que as vitrinas brilham
Estamos destinados a ter o impulso, e ir com pressa
Estar sem um tostão deixa-nos loucos, uma verdadeira obsessão.
Mais do que isso, andas por aí à procura de uma solução.
Tomada de decisão entre martelo e bigorna
Sua consciência está faltando, deixe seu cérebro na névoa
Dinheiro
Da malha
Eh yeah the tune
Preciso do sorrel
É tudo o que importa, uma triste ambição
Raios, temos de fazê-lo em todas as condições.
É isso que nos leva a aceitar que não devemos
Esquecer que em tempos normais não
É mau como reservamos o nosso orgulho por Dinheiro.
Olha para aquilo a que estamos reduzidos, como nos rebaixamos diante dos nossos chefes.
Com tanto medo do chomdu que nos deixamos andar sobre ele.
Então, nós, na taf, não sopramos, nós prostituta
Estamos desaparecidos e é a causa de todas as nossas doenças
Também precisamos da nossa dose, não é nova.
Não me interpretes mal, queremos a nossa dívida, não pedimos esmolas.
Para finalmente viver decentemente e agradar aos nossos filhos
Sim, estou a falar do peze. está tenso, ouvi de lá os refractários.
Para me dizer que caí muito baixo, exagerei
Demasiado terra-a-terra, aos olhos deles, não é só isso que importa.
Falta-lhe poesia nos meus escritos, acham-na vulgar.
Tenho cuidado com aqueles que estão desconfortáveis, não são claros com o trigo.
O mesmo para quem é tabu falar sobre isso
A partir de agora são desconfortáveis, cheios de mistérios nos seus assuntos
Ou ganham demasiado, ou é desonesto e muitas vezes anda de mãos dadas.
Entretanto, partilhamos os fins da miséria
O futuro para nós continua a ser precário
Todos resignados, desapontados, cansados
Os velhos vão dizer - te que perdemos as nossas vidas para o merecer.
Entao…
Dinheiro
Claro que queremos dinheiro.
Da malha
Para não acabar com a sua vida na palha
Eh yeah the tune
Às vezes, por isso, apanhávamos a lua
Preciso do sorrel
Neste mundo onde tudo tem um preço, onde tudo paga
Pressao
Tudo sob pressão