Julos Beaucarne — Tel un moineau letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Tel un moineau" de Julos Beaucarne.

Letra

Tel un moineau
Ma petite main était blottie
Dans le nid de la grande main
Et mon enfance protégée
Contre la peur et le froid
Dans la petite ville d’alors
Nous partions à la découverte
D’un monde immense
Et l’araignée nous annonçait
Une bonne nouvelle
Les fleurs s’inclinaient pour nous saluer
À chaque pas, de nouveaux prodiges
Le vent, est-ce les arbres qui le faisaient
En secouant un peu leurs branches?
Étonnée, tu levais les yeux
Pour t’en convaincre toi-même
Et la limonade, je l’appelais «L'eau qui pique»
Il pleuvait des grains de maïs grillé
Nous les goûtions du bout de la langue
Il faisait chaud
Même le contact de la neige était brûlant
Et les tas de neige étaient alors de hautes tours
Plus hautes que moi
Aujourd’hui, il n’y en a plus
Seul le gel est resté
Où faut-il chercher la chaleur
De ta main maternelle
Pour y cacher tout entier
L’univers glacé?
L’univers glacé…

Tradução da letra

Como um pardal
A minha mãozinha estava aconchegada
No ninho da grande mão
E a minha infância protegida
Contra o medo e o frio
Na pequena cidade daquela época
Partimos para descobrir
De um mundo enorme
E a aranha estava a anunciar-nos
Evangelho
As flores curvaram - se para nos saudar
A cada passo, Novas Maravilhas
O vento, são as árvores que o fizeram
Abanando um pouco os ramos?
Surpreendido, olhaste para cima.
Para te convenceres
E limonada, chamei-lhe "água que arde"»
Chovia grão de milho torrado.
Provamo-los da ponta da língua.
Estava quente.
Até o contacto da neve estava a arder.
E as pilhas de neve eram então torres altas
Mais alto que eu
Hoje, não há mais
Só restou a geada.
Onde procurar calor
Da tua mão materna
Para esconder tudo
O universo gelado?
O universo gelado…