Juliette — La ballade d'Eole letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "La ballade d'Eole" de Juliette.

Letra

Lorsque je me sens las de jouer avec les vagues,
Les roseaux de Camargue ou les fumées de Prague,
Il m’arrive parfois, du haut de mon royaume,
De compter tous les noms que m’ont donnés les hommes:
Sirocco par ici, Tramontane à côté,
Zéphyr un peu plus loin et ailleurs Alizés,
Simoun ou bien Mistral, Aquilon ou Blizzard,
Autant de patronymes exotiques et bizarres,
�?tranges inventions d’esprits à ras de terre,
Comme s’il y avait des frontières dans l’air.
Non, je n’ai pas de frères et c’est moi et moi seul,
Des Rocheuses à l’Oural, qui souffle à fendre gueule.
On me dit bise ou vent d’Autan.
On me divise en vingt en cent
Mais c’est en vain qu’on jase autant.
Je suis le même Ouest ou le vent,
Vent de l’instant ou vent d’avant,
Vandale ici, là, vivifiant.
Je suis unique et de tout temps.
Je ne suis qu’un, je suis le vent.
Je suis né bien avant que vos savants n’inventent
Les voiles que je gonfle et, même, je me vante
D'être ici-bas ce qu’on eût pu voir de plus vieux,
S’il avait existé en ce temps là des yeux.
Je survolais déjà les Andes et l’Aventin,
Dévalais les avens, les vals et les ravins
Bien avant que la pluie ne les ait fait verdir,
Bien avant que la vie ne les ait fait fleurir
Et c’est moi, je l’avoue sans offenser le Diable
Et sa peau de serpent, qui me rendit coupable,
D’une haleine fiévreuse, d’avoir soufflé à Eve
L’idée qui l'évinça de son jardin de rêve.
Vent de l’instant ou vent d’avant,
Vandale ici, là, vivifiant,
Je suis unique et de tout temps.
Je ne suis qu’un, je suis le vent
Et si j’oublie parfois les parfums enivrants
Dont je me suis gavé, j’en ramène souvent
Si loin de leur berceau qu’ils s’en viennent changer
L’humeur et les pensées des quidams étonnés.
Lorsque, dans les nuits chaudes de Bahia,
Sans mobile apparent et malgré la samba,
Un coeur soudain se glace, un sourire se brise,
C’est que je traîne encore un soupçon de banquise
Et quand, dans l’aube blême d’un hiver berlinois,
En dépit des murs gris des flocons qui tournoient,
Un émoi se réveille, une bouche fredonne,
C’est que je m’en reviens des Indes ou de Vérone.
Vent de l’instant ou vent d’avant,
Vandale ici, là, vivifiant,
Je suis unique et de tout temps.
Je ne suis qu’un, je suis le vent.
Mon empire est immense et recouvre le monde
Mais, parfois, je me lasse de l'éternelle ronde.
Alors, fou de tourner tout autour de ma boule,
Je dévaste et je hurle, j’arrache et je chamboule
Ou, plus vicieux, j’insuffle aux hommes ma démence
Et, de leurs ouragans, je ricane en silence.
J’attise un peu leurs feux et puis, calmé, je file
�? l’autre bout du globe en des lieux plus tranquilles.
Là, j’oublie mes bravades, leurs braises et me fais brise.
Je soulève la robe des belles que je grise,
Ravivant en passant chez les passants ravis
L’envie d'être le vent à qui tout est permis.
On me dit bise ou vent d’Autan.

Tradução da letra

Quando me sinto cansado a brincar com as ondas,
Palhetas de Camargue ou fumos de Praga,
Acontece-me às vezes, do topo do meu reino.,
Para contar todos os nomes que os homens me deram:
Sirocco por aqui, Tramontane ao lado,
Zephyr um pouco mais longe e outros ventos alísios,
Simoun ou Mistral, Aquilon ou Blizzard,
Tantos patronímicos exóticos e bizarros,
�?tranges invenções dos espíritos no terreno,
Como se houvesse fronteiras no ar.
Não, Não tenho irmãos e sou só eu e eu,
Das Montanhas Rochosas aos Urais, que sopram para rachar a boca.
Chamam-me kiss ou wind of Autan.
Dividem-me em vinte em cem.
Mas é em vão que recebemos tanto.
Eu sou o mesmo Oeste ou vento,
Vento do momento ou vento da frente,
Vandal aqui, ali, revigorante.
Sou único e de todos os tempos.
Sou apenas um, Sou o vento.
Eu nasci muito antes dos teus cientistas inventarem
As velas eu Inflo e, até, eu me gabo
Estar aqui o que poderíamos ter visto mais velho,
Se ele tivesse existido naquela altura, olhos.
Já estava a voar sobre os Andes e a Aventine.,
Pelos corvos, valsas e ravinas
Muito antes da chuva os tornar verdes,
Muito antes da vida Os fazer florescer
E sou eu, admito-o sem ofender O Diabo.
E a sua pele de cobra, o que me fez culpado.,
Com um hálito febril, para soprar a Eva
A ideia que o tirou do jardim dos sonhos.
Vento do momento ou vento da frente,
Vandal aqui, ali, revigorante,
Sou único e de todos os tempos.
Sou apenas um, Sou o vento
E se às vezes me esqueço dos perfumes intoxicantes
Dos quais eu já comi, eu trago muitas vezes de volta
Longe de seu berço, que vêm para mudar
O humor e os pensamentos de quidams maravilharam-se.
Quando nas noites quentes da Bahia,
Sem motivo aparente e apesar do samba,
Um coração congela de repente, um sorriso parte,
É que ainda estou a arrastar uma pitada de gelo.
E quando, no sombrio amanhecer de um inverno de Berlim,
Apesar das paredes cinzentas dos flocos que giram,
Uma emoção desperta, uma boca zumbe,
É que me lembro das Índias ou Verona.
Vento do momento ou vento da frente,
Vandal aqui, ali, revigorante,
Sou único e de todos os tempos.
Sou apenas um, Sou o vento.
O meu império é imenso e cobre o mundo
Mas, às vezes, canso-me da ronda eterna.
Tão louco para girar à volta da minha bola,
Arraso e grito, rasgo e tremo
Ou, mais cruel, infuso os homens com a minha demência.
E, dos furacões deles, ri-me em silêncio.
Comecei um pouco as fogueiras deles e depois, acalmei - me, fugi.
�? a outra extremidade do globo em lugares mais silenciosos.
Aqui esqueço - me da minha bravata, das brasas deles e faço-me ceder.
Eu levanto o vestido da bela Que Eu cinzento,
Reacendendo passando pelos encantados transeuntes
O desejo de ser o vento a quem tudo é permitido.
Chamam-me kiss ou wind of Autan.