José Larralde — Sin Pique letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Sin Pique" de José Larralde.

Letra

Se viene la cosecha fina
Después de una esquila que poco dejó
Y voy camino de la estancia
Con hambre y con ansias de ver al patrón
Ya no tengo plata, y pa colmo
Ya no dan mis hombros pa tanto cinchar
Me pongo a pensar en mi rancho
Y veo que carancho ya empieza a rondar
No tengo ni vacas ni chanchos, y el charqui
En el gancho dejó de colgar
Ave María, ande anda el patrón
Ave María, ni un perro salió
Me acuerdo de la sopa de ajo
Mastico un barajo y dispacio me voy
Por miedo a que el rico se enoje
Mi lengua se encoge, que maula que soy
Que mucho se agranda el recuerdo
Si ya pa tenerlo mi alma no da más
Me veo de guampa en la tierra
Sin lazo en la yerra, sin potro a amansar
Pa colmo no hay pique en la reja
El cuervo se queja, la vaca da más
El rabo se tapa con lonja
La panza es esponja, pa viento no más
El hambre los ranchos achica
Y el ruido de tripas se hace popular
Ave María, ande anda el patrón
Ave María, ni un perro salió
Me acuerdo de la sopa de ajo
Mastico un barajo y dispacio me voy
Por miedo a que el rico se enoje
Mi lengua se encoge, que maula que soy
Por miedo a que el rico se enoje
Mi lengua se encoge, que maula que soy…

Tradução da letra

A colheita fina está chegando
Depois de uma tosquia que pouco deixou
E estou a caminho da estadia
Com fome e ansiosa para ver o patrão
Já não tenho dinheiro, e ainda por cima
Já não dão meus ombros pa tanto cinchar
Começo a pensar no meu rancho
E vejo que carancho já começa a rondar
Não tenho vacas nem porcos, e o charqui
No gancho parou de pendurar
Avé Maria, ande anda o patrão
Ave Maria, nem um cão saiu
Lembro-Me da sopa de alho
Mastigo um baralho e dispacio vou me embora
Por medo que o rico se zangue
Minha língua encolhe, que maula que eu sou
Que muito se amplia a recordação
Se eu já Pa tê lo minha alma não dá mais
Vejo me de guampa na terra
Sem laço na terra, sem potro para amansar
Ainda por cima não há pique na grade
O corvo reclama, a vaca dá mais
O rabo é coberto com Lota
A barriga é esponja, pa vento não mais
A fome os ranchos achica
E o ruído das tripas torna se popular
Avé Maria, ande anda o patrão
Ave Maria, nem um cão saiu
Lembro-Me da sopa de alho
Mastigo um baralho e dispacio vou me embora
Por medo que o rico se zangue
Minha língua encolhe, que maula que eu sou
Por medo que o rico se zangue
Minha língua encolhe, que maula que eu sou…