José Larralde — Milonga Del Solitario letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Milonga Del Solitario" de José Larralde.
Letra
Me gusta de vez en cuando
Perderme en un bordoneo
Porque bordoneando veo
Que ni yo mismo me mando
Las cuerdas van hilvanando
Los rumbos del pensamiento
Y en el trotecito lento
De una milonga campera
Van saliendo campo ajuera
Lo mejor del sentimiento
Ninguno debe pensar
Que vengo en son de revancha
No es mi culpa si en la cancha
Tengo con qué galopiar
El que me quiera ganar
Hay tener buen parejero
Yo me quitaré el sombrero
Porque así me han enseñado
Y me doy por bien pagao
Dentrando atrás del primero
Toda la noche he cantao
Con el alma entristecida
Que el canto es la abierta
Herida de un sentimiento sagrao
A naides tengo a mi lao
Porque no busco piedad
Desprecio la caridad
Por la vergüenza que encierra
Soy… soy como león de las sierras:
Vivo y muero en soledad
Si la muerte traicionera
Me acogota a su palenque
Haganme con dos rebenques
La cruz pa mi cabecera
Si muero en mi madriguera
Mirando los horizontes
No quiero cruces ni aprontes
Ni encargos para el eterno
Tal vez pasado el invierno
Me dé sus flores el monte
Tradução da letra
Eu gosto de vez em quando
Perder-me num bordão
Porque bordoneando vejo
Que nem eu mesmo me mando
As cordas vão alinhavando
Os rumos do pensamento
E no trote lento
De uma milonga campera
Estão a sair campo ajuera
O melhor do sentimento
Ninguém deve pensar
Que venho em desforra
Não é minha culpa se na quadra
Tenho com o que galopar
Quem me quiser ganhar
Há um bom casal
Vou tirar o chapéu
Porque foi assim que me ensinaram
E dou me por bem pagão
Dentrando atrás do primeiro
Toda a noite cantei
Com a alma entristecida
Que o canto é o aberto
Ferida de um sentimento sagrao
Naides tenho o meu lao
Porque não procuro Piedade
Desprezo a caridade
Pela vergonha que encerra
Sou como um leão das montanhas:
Vivo e morro na solidão
Se a morte traiçoeira
Ele acolheu me no seu palenque
Hagan me com dois rebenques
A cruz pa minha cabeceira
Se eu morrer na minha toca
Olhando para os horizontes
Não quero Cruzes nem aprontas
Nem encomendas para o eterno
Talvez depois do inverno
Dê me as suas flores o monte