José Larralde — Grito Changa letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Grito Changa" de José Larralde.

Letra

Me ofrecieron conchabo
Para ir tirando, para ir tirando
El trabajo anda escaso
La paga estrecha
Y el lomo es ancho
Porque tengo a mis hijos
Que a puro brazo los estoy criando
Me priendo a cualquier cosa
El hambre es mucho y el pan escaso
Clavo el hacha en el árbol
Saco los yuyos, armo el andamio
No tengo oficio fijo
De muy chiquito, viví cinchando
Hoy no tengo derecho
Ni pa embromarme dentro el salario
El patrón ya me dijo
Que si me enfermo no se hace cargo
¡La pucha! Que valgo poco
Si no me alcanza ni pa cigarro
Y el hueso que llevo a casa
Dentro del pecho me está golpeando
Si me agarra la rabia
Y pego el grito, me estoy pensando
Que mis pobres cachorros
No tienen culpa pa darles cargo
Que venga el sabio y diga
Si mi trabajo no vale de algo
Que el sabio me conteste
Si pa tranquiarla no soy un galgo
Si el sabe todo eso
Sabe de sobra que es poco el pago
Por saber tantas cosas
Hacen que el pobre reviente de asco
¡La pucha! Que valgo poco
Si no me alcanza ni pa cigarro
Y el hueso que llevo a casa
Dentro del pecho me está golpeando
Si me agarra la rabia
Y pego el grito, me estoy pensando
Que mis pobres cachorros
No tienen culpa pa darles cargo

Tradução da letra

Ofereceram me conchabo
Para ir puxando, para ir puxando
O trabalho está escasso
O pagamento estreito
E o lombo é largo
Porque tenho os meus filhos
Que a puro braço estou a criá los
Estou a fugir a qualquer coisa
A fome é muito e o pão escasso
Prego o machado na árvore
Eu tiro os yuyos, armo o andaime
Não tenho profissão fixa
De muito pequenino, vivi cinchando
Hoje Não tenho o direito
Nem me intrometer no salário
O patrão já me disse
Se eu ficar doente ele não toma conta
La pucha! Que valho pouco
Se não me apanhar nem um charuto
E o osso que levo para casa
Dentro do peito ele está me batendo
Se me pegar a raiva
E estou a gritar, estou a pensar
Que meus pobres filhotes
Não têm culpa pa dar lhes encargo
Que venha o sábio e diga
Se o meu trabalho não valer de nada
Que o sábio me responda
Se a trancar não sou um galgo
Se ele sabe tudo isso
Sabe de sobra que é pouco o pagamento
Por saber tantas coisas
Fazem com que o pobre rebente de nojo
La pucha! Que valho pouco
Se não me apanhar nem um charuto
E o osso que levo para casa
Dentro do peito ele está me batendo
Se me pegar a raiva
E estou a gritar, estou a pensar
Que meus pobres filhotes
Não têm culpa pa dar lhes encargo