Joan Manuel Serrat — Niño Silvestre letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Niño Silvestre" de Joan Manuel Serrat.

Letra

Hijo del cerro, presagio de mala muerte.
Niño silvestre, que acechando la acera
viene y va.
Niño de nadie, que buscándose la vida
desluce la avenida y le da mala fama
a la ciudad.
Recién nacido, con la inocencia amputada
que en la manada redime su pecado
de existir.
Niño sin niño, indefenso y asustado
que aprende a fuerza de palos, como las bestias,
a sobrevivir.
Niño silvestre, lustrabotas y ratero,
se vende a piezas o entero
como onza de chocolate.
Ronda la calle mientras el día la ronde
que por la noche se esconde
para que no lo maten.
Y si la suerte, por llamarlo de algún modo,
ahuyenta al lobo y le alarga la vida
un poco más.
Si el pegamento no le pudre los pulmones,
si escapa de los matones, si sobrevive
al látigo, quizá…
llegue hasta viejo entre cárceles y fierros,
sembrando el cerro de más niños silvestres
al azar.
Y cualquier noche, en un trabajo de limpieza,
le vuele la cabeza a alguno de ellos,
sin pestañear.
(Gracias a Solano de Cafayate por esta letra)

Tradução da letra

Filho da colina, presságio de má morte.
Criança selvagem, que espreita a calçada
vem e vai.
Criança de ninguém, que se procurando a vida
desloca a avenida e dá lhe má fama
para a cidade.
Recém-nascido, com inocência amputada
que na manada redime seu pecado
se existir.
Criança sem criança, indefesa e assustada
que aprende a força de paus, como as bestas,
sobreviver.
Criança selvagem, lustrabotas e rateiro,
é vendido a peças ou inteiro
como uma onça de chocolate.
Ronda a rua enquanto o dia a ronde
que à noite se esconde
para que não o matem.
E se a sorte, por chamá-lo de alguma forma,
afugenta o lobo e prolonga a vida dele
um pouco mais.
Se a cola não apodrecer seus pulmões,
se ele escapar dos bandidos, se ele sobreviver
ao chicote, talvez…
chegue até velho entre prisões e fierros,
semeando a colina de mais crianças selvagens
ao acaso.
E qualquer noite, em um trabalho de limpeza,
rebente a cabeça a um deles,
sem pestanejar.
(Graças a Solano de Cafayate por esta letra)