Joan Manuel Serrat — En la Vida Todo Es Ir letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "En la Vida Todo Es Ir" de Joan Manuel Serrat.

Letra

«En la vida todo es ir
a lo que el tiempo deshace.
Sabe el hombre dónde nace
y no dónde va a morir.»
El hombre que en la montaña
?por la cruz de algún camino?
oye la voz del destino,
se aleja de su cabaña.
Y prosiguiendo su hazaña
se dirige al porvenir
una esperanza a seguir.
Mas no ha de volver la cara,
pues la vida es senda rara:
en la vida todo es ir.
Miro esa palma que airosa
su corona al sol ostenta
y miro lo que aparenta
la esplendidez de la rosa.
Contemplo la niña hermosa
riendo a lo que le place,
y lo que el viento le hace
a la hoja seca del jobo:
es la vida como un robo
a lo que el tiempo deshace.
Tuve un hermano que dijo
?"Cuando salí de Collores…"?
Así cantó sus amores
al Valle del que fue hijo.
Una y otra vez maldijo
la gloria que en letras yace,
(y en que su nombre renace),
pues que llegó a comprender
lo poco que es el saber:
sabe el hombre dónde nace.
No hay más. Un solo camino
que se quisiera tomar,
mas la suerte del andar
maltrata y confunde el tino.
Nadie niegue su destino.
Es que ser hombre es seguir
?y un ideal perseguir?
por la vida hacia delante,
sabiendo lo que fue enante
y no dónde va a morir.

Tradução da letra

"Na vida tudo é ir
ao que o tempo desfaz.
O homem Sabe onde ele nasce
e não onde ele vai morrer.»
O homem que na montanha
?pela cruz de algum caminho?
ouve a voz do destino,
está a afastar-se da cabana.
E prosseguindo sua façanha
vai para o futuro
uma esperança a seguir.
Mas não tem de virar a cara,
a vida é estranha:
na vida tudo é ir.
Estou a olhar para aquela palma
sua coroa ao sol ostenta
e eu olho para o que parece
a esplendidez da rosa.
Contemplo a linda menina
rindo ao que lhe agrada,
e o que o vento lhe faz
à folha seca do jobo:
é a vida como um roubo
ao que o tempo desfaz.
Eu tive um irmão que disse
?"Quando saí de Collores?"?
Assim cantou seus amores
para o Vale do qual foi filho.
Uma e outra vez amaldiçoou
a glória que em letras jaz,
(e em que seu nome renasce),
pois que chegou a compreender
quão pouco é saber:
o homem sabe onde ele nasce.
Não há mais. Um único caminho
que se queira tomar,
mas a sorte de andar
ele maltrata e confunde o tino.
Ninguém nega o seu destino.
É que ser homem é continuar
?e um ideal perseguir?
pela vida para a frente,
sabendo o que foi enante
e não onde ele vai morrer.