Joan Manuel Serrat — El Mal De La TArongina letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "El Mal De La TArongina" de Joan Manuel Serrat.
Letra
Quan l’abril ja no té espera
el taronger treu la flor.
I és un ganivet traidor
el seu perfum que al capvespre
s’escampa com una pesta.
I cap batec animal
és estalvi d’aquest mal
que res ni ningú respecta.
S’enfila per les parets
i mulla els llençols d’un crit
que convoca l’esperit
de tots els noms de la pell.
Ens roba la voluntat
i ens emmetzina
la flor del taronger,
la tarongina.
Als taulells de les tavernes
canten els vells mariners
que la flor del taronger
des de l’alta mar s’ensuma,
i embogeix els qui, amb la lluna,
naveguen els seus paranys
i no se salva del dany
qui del seu cant no s’allunya.
I que el seu perfum melós
amara les aigües fins
que la queixa dels dofins
estova el cor dels taurons.
I fa ballar els corbs marins
amb les gavines
la flor del taronger,
la tarongina.
Pot passar quaselvol cosa
quan floreix el taronger:
que no cobri el botiguer,
que el sastre no prengui mides,
que caiguin de les bastides
els paletes i els pintors,
que s’aturin els motors,
que naufraguin les mentides.
Que blasfemin els rectors,
que plorin els assassins,
que regalin els mesquins
amanides als voltors.
Menteix com el vi i encén
com la benzina
la flor del taronger,
la tarongina.
Tot l’ordre del món s’immola,
el desig té impunitat,
res no és prohibit ni pecat
quan la tarongina vola.
No hi ha casa, no hi ha escola,
platja, marge ni penyal
on no deixi rastre el mal
del flaire que ens agombola.
Les faldes són un empreny
i cauen els pantalons,
es descorden els botons
i es perd la virtut i el seny.
Ens roba la voluntat
i ens emmetzina
la flor del taronger,
la tarongina.
EL MAL DEL AZAHAR
Cuando abril ya no tiene espera
el naranjo echa la flor.
Y es un cuchillo traidor
su perfume que al atardecer
se extiende como la peste.
Y ningún latido animal
está a salvo de este mal
que nada ni a nadie respeta.
Se encarama por las paredes
y moja las sábanas con un grito
que convoca al espíritu
de todos los nombres de la piel.
Nos roba la voluntad
y nos envenena
la flor del naranjo,
el azahar.
En las barras de las tabernas
cantan los viejos marineros
que la flor del naranjo
desde alta mar se huele,
y enloquece a aquellos que, con la luna,
navegan sus trampas
y no se salva del mal
quien de su canto no se aleja.
Y que su perfume dulzón
impregna las aguas hasta
que el lamento de los delfines
ablanda el corazón de los tiburones.
Y hace bailar a los cormoranes
con las gaviotas
la flor del naranjo,
el azahar.
Puede pasar cualquier cosa
cuando florece el naranjo:
que no cobre el tendero,
que el sastre no tome medidas,
que se caigan de los andamios
los albañiles y los pintores,
que se paren los motores,
que naufraguen las mentiras.
Que blasfemen los párrocos,
que lloren los asesinos,
que regalen los mezquinos
ensaladas a los buitres.
Miente como el vino y arde
como la gasolina
la flor del naranjo,
el azahar.
Todo el orden del mundo se inmola,
el deseo goza de impunidad,
nada está prohibido ni es pecado
cuando el azahar vuela.
No hay casa, no hay escuela,
playa, margen ni peñasco
donde no deje rastro el mal
del aroma que nos arropa.
Las faldas son un engorro
y se caen los pantalones,
se desabrochan los botones
y se pierde la virtud y la cordura.
Nos roba la voluntad
y nos envenena
la flor del naranjo,
el azahar.
Tradução da letra
Quando abril já não está à espera
a laranjeira para remover a flor.
E é um traidor de facas
o seu perfume ao anoitecer
espalha-se como uma praga.
E sem batimento cardíaco animal
está a salvar isto?
que nada ou ninguém respeita.
Vai para as paredes
e ensopar os lençóis de um grito
invoca o espírito
de todos os nomes da pele.
Nós vestimos o testamento.
e nós emmetzina
a flor da laranjeira,
laranjeira.
Os contadores das tavernas
cantem os velhos marinheiros
que a flor da laranjeira
do alto mar cheira,
e seduze aqueles que, com a lua,,
a preparar as suas armadilhas
e não ser salvo do mal
quem do teu canto não é tão diferente.
E que o seu perfume seja doce
ensopar a água
que a queixa dos golfinhos
suaviza os corações dos tubarões.
E faz a dança dos corvos-marinhos
com as gaivotas
a flor da laranjeira,
laranjeira.
Podes passar quaselvol
quando floresce a laranja:
isso não é cobrado pelo lojista,
que o alfaiate não faz medições,
que a queda do andaime
os construtores e os pintores,
paragem dos motores,
que náufraguin as mentiras.
Os reitores do blasfemin.,
que choram os assassinos,
esse dom é o mal
saladas para os abutres.
Mentiras como o vinho e a luz
como combustível
a flor da laranjeira,
laranjeira.
Toda a ordem do mundo está imolada,
o desejo tem impunidade,
nada é proibido ou pecado
quando a melissa voar.
Não há casa, nem escola.,
praia, a margem ou a rocha
onde não deixar qualquer vestígio do mal
o flaire que nós agombola.
As encostas são um empreny
e cai as calças,
ele descordena botões
e perde a virtude e o bom senso.
Nós vestimos o testamento.
e nós emmetzina
a flor da laranjeira,
laranjeira.
EL MAL DEL AZAHAR
Cuando abril ya no tiene expect
o naranjo echa a flor.
Y a cuchillo traidor
su perfume that atardecer
se extiende como la death.
Y ningún latido animal
está a salvo deste mal
nada ou nadie respeta.
It encarama por las paredes
e moja las sábanas con un grito
que convoca o espírito
de todos os nomes da pele.
Rouba nos a vontade
e nos envenena
a flor da laranjeira,
a flor de laranjeira.
Nas barras das tabernas
os velhos marinheiros cantam
que a flor da laranjeira
do alto mar cheira,
e enlouquece aqueles que, com a lua,
eles navegam suas armadilhas
e não se salva do mal
quem do seu canto não se afasta.
E que seu perfume doce
permeia as águas até
que o lamento dos golfinhos
amacia o coração dos tubarões.
E faz os corvos marinhos dançarem
com as gaivotas
a flor da laranjeira,
a flor de laranjeira.
Pode acontecer qualquer coisa
quando a laranjeira floresce:
que não cobre o lojista,
que o alfaiate não tome medidas,
que caiam dos andaimes
os pedreiros e os pintores,
parem os motores,
que destruam as mentiras.
Que blasfemem os párocos,
que chorem os assassinos,
que ofereçam os mesquinhos
saladas aos abutres.
Mente como o vinho e arde
como a gasolina
a flor da laranjeira,
a flor de laranjeira.
Toda a ordem do mundo é Imola,
o desejo goza de impunidade,
nada é proibido nem é pecado
quando a flor de laranjeira voa.
Não há casa, não há escola,
praia, margem nem peñasco
onde não deixe rastro o mal
do cheiro que nos veste.
As saias são uma chatice
e as calças caem,
os botões estão desabotoados
e a virtude e a sanidade são perdidas.
Rouba nos a vontade
e nos envenena
a flor da laranjeira,
a flor de laranjeira.