Javier Krahe — No Tiene Dueno (Soleà) letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "No Tiene Dueno (Soleà)" de Javier Krahe.

Letra

Se fueron primavera y estío
Pues qué mal
Pero, en fin, así es
Yo seguiré mi caminata
Ni feo, ni católico, ni sentimental
Ni siquiera marqués
Pero dispuesto a otra sonata
Que toca la de otoño, pues que toque
Que trastoque tu vida y tu cuaderno
Corazón otoñal, hasta el disloque
Otozán corañol, hasta el invierno
A esa nieve le haré un canto ex profeso
Ahora no hablemos de eso
No hablaremos de eso
Aparte de hojas muertas y llantos de violín
El otoño traerá
Sus frutas y flores tardías
Y, aquellas por el huerto, éstas por el jardín
-siempre alguna caerá-
Harán espléndidos mis días
Tendré sin ningún ruido, muchas nueces
Con la edad aprendí a jugar mis bazas
Y no pienso sufrir por pequeñeces
Ni tampoco probar las calabazas
A ese feo le haré un canto ex profeso
Ahora no hablemos de eso
No hablemos de eso
Si alegre es mi vendimia, ¡qué juerga en el lagar!
Ya envidiáis mi ocasión
Vosotros, los de veintitantos
Mi cuadro, sin embargo, tiene un feo lunar
Un sombrío borrón
Noviembre, con sus camposantos
Donde yacen novelas de heroínas
Que a mis labios les daban su sentido
Hoy he visto partir golondrinas
Con sus nombres y el mío hacia el olvido
A esa pena le haré un canto ex profeso
Ahora no hablemos de eso
No hablemos de eso
Que la melancolía no ocupe más lugar
Que un rincón por ahí
Saqué un notable en mi pasado
Si emprendo un nuevo curso sin ser un escolar
Es por saber de ti
Te invito a mi bosque dorado
Verás brillar el sol entre las ramas
Cuando pises con garbo en sus senderos
Y llegaré a saber cómo te llamas
Sí la suerte nos libra de aguaceros
Y a tu nombre le haré un canto ex profeso
Ahora ven, dame un beso
Y hablemos de eso

Tradução da letra

Partiram primavera e estio
Que pena
Mas, enfim, é
Eu vou seguir a minha caminhada
Nem feio, nem católico, nem sentimental
Nem sequer marquês
Mas disposto a outra sonata
Que toca a de outono, pois que toque
Que perturbe sua vida e seu caderno
Coração de outono, até o disloque
Otozan corañol, até o inverno
A essa neve farei um canto ex professo
Agora não vamos falar sobre isso
Não vamos falar sobre isso
Além de folhas mortas e gritos de violino
O outono trará
Suas frutas e flores tardias
E, aquelas pelo jardim, estas pelo jardim
-sempre alguma cairá-
Farão esplêndidos os meus dias
Eu terei sem barulho, muitas nozes
Com a idade aprendi a jogar meus trunfos
E não vou sofrer por ninharias
Nem provar as abóboras
A esse feio farei um canto ex professo
Agora não vamos falar sobre isso
Não vamos falar sobre isso
Se alegre é minha vindima, que farra no lagar!
Já invejais a minha ocasião
Vocês, os vinte e poucos anos
Meu quadro, no entanto, tem uma toupeira feia
Um borrão sombrio
Novembro, com seus camposantos
Onde estão os romances de heroínas
Que os meus lábios lhes davam o seu sentido
Hoje vi andorinhas partirem
Com os seus nomes e o meu para o esquecimento
A essa pena farei um canto ex professo
Agora não vamos falar sobre isso
Não vamos falar sobre isso
Que a melancolia não ocupe mais lugar
Que canto por aí
Eu tirei um notável no meu passado
Se eu começar um novo curso sem ser um estudante
É por saber de ti
Convido Te para a minha floresta dourada
Você verá o sol brilhar entre os galhos
Quando você pisa com garbo em suas trilhas
E vou saber o teu nome
Sim a sorte nos livra de chuvas
E ao teu nome farei um canto ex professo
Agora vem, dá-me um beijo
E vamos falar sobre isso