Javier Calamaro — Madrugada letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Madrugada" de Javier Calamaro.

Letra

Estoy sentado a mi mesa
Oyendo un tango que nadie escucha.
Casi las cinco de la matina
Y hay un recuerdo que me hace burla.
En la ginebra aburrida
Voy evocando mi vida.
Y detrás del ventanal,
El desfile matinal
De los que ganan su pan.
La noche ya larga el mazo
Y talla la madrugada,
Con un sol medio dormido
Que alumbra el tranco aburrido
Del botón de la parada
Y un punto trasnochador
De silbo y taco al compás
Se va de atorro al comboy.
En mil estaños nocheros
Y en escolazos de madrugadas
Palme una vida, casi vacía,
Y hoy que hago cuentas no tengo nada.
En la ginebra aburrida
Sigo evocando mi vida
Y la bronca de saber
Que los años que se van
Ya nunca podrán volver.
La noche ya larga el mazo
Y talla la madrugada,
Con un sol medio dormido
Que alumbra el tranco aburrido
Del botón de la parada
Y un punto trasnochador
De silbo y taco al compás
Se va de atorro al comboy.

Tradução da letra

Estou sentado à minha mesa
Ouvindo um tango que ninguém ouve.
Quase cinco da matina
E há uma lembrança que me faz zombar.
No gin chato
Estou a evocar a minha vida.
E atrás da janela,
O desfile da manhã
Dos que ganham o seu pão.
A noite já está longa
E tamanho a madrugada,
Com um sol meio adormecido
Que ilumina o tranco chato
Do botão da parada
E um ponto de viragem
De silbo e taco ao compasso
Vai de atorro ao comboy.
Em mil estanos noiteiros
E em escolazas de madrugadas
Palme uma vida, quase vazia,
E hoje que faço contas Não tenho nada.
No gin chato
Continuo a evocar a minha vida
E a bronca de saber
Que os anos que se vão
Nunca mais poderão voltar.
A noite já está longa
E tamanho a madrugada,
Com um sol meio adormecido
Que ilumina o tranco chato
Do botão da parada
E um ponto de viragem
De silbo e taco ao compasso
Vai de atorro ao comboy.