Jaime Roos — Don Carlos letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Don Carlos" de Jaime Roos.
Letra
Milagro, taura del tiempo que no te aplicó sentencia
Sos inventor de la ciencia de mantenerse primero
Por tu don arrabalero de jugar sin pelota
Sos trompa de una patota que le afanó el alma al barrio
Estás en el calendario y en cada vuelta de copas
Goleador de los descuentos, lágrimas de las pesadas
Silbido por la bajada que un curda regala al viento
Yo te he dado el manyamiento cuando al cielo relojeo
Viviendo en un bulín reo con el chaperío de aire
Sito allá por Buenos Aires esquina Montevideo
Don Carlos y niente piú, qué zorzal ni qué ocho cuartos
Ligador en el reparto de la eterna juventud
Como el flaco allá en la cruz perdonaste a la gilada
Con tu sonrisa pintada en un bondi trasnochado
Si hasta te baten el mago por tu gola engalerada
Troesma de los botijas que junan cómo es la historia
Tu mirada es divisoria entre trucho y postalina
Sos la cara pensativa de una nami sin un viaje
El símbolo de coraje de una pechera a lo macho
Sos el ala de ese gacho que nunca se tomó el raje
Qué más te voy a batir que no hayas escuchado
Si viene mal barajado este fato de vivir
Paciencia y hacerse hervir, habrá que curtirla fiero
Este oriental milonguero se lo repite a quien quiera
Siempre queda gente afuera cuando canta mi jilguero
Don Carlos les dio mancada, manga de giles de goma
Que la papa se la coman y que aguante la tacada
De Pompeya a La Blanqueada sigue copando tu amor
A los ratis del dolor empaquetaste debute
Don Carlos Gardel salute, por invicto y por mejor
Tradução da letra
Milagre, taura do tempo que não te aplicou sentença
SOS inventor da ciência de ficar em primeiro lugar
Pelo teu dom arrasador de jogar sem bola
Você é um trompa de uma patota que afanou a alma do bairro
Você está no calendário e em cada rodada de copos
Marcador dos descontos, lágrimas das pesadas
Assobio pela descida que um curda dá ao vento
Eu te dei o manjamento quando ao céu relógio
Vivendo em um bulim reo com o chaperio de ar
Sito lá por Buenos Aires canto Montevidéu
Don Carlos e niente piú, que tordo nem que oito quartos
Ligador no elenco da eterna juventude
Como o magro lá na cruz perdoaste a gilada
Com seu sorriso pintado em um Bondi de noite
Se até te baterem o feiticeiro pela tua gola engalerada
Troesma dos botijas que junan como é a história
Seu olhar é divisória entre trucho e postalina
Você é o rosto pensativo de um nami sem uma viagem
O símbolo de coragem de um peito para o macho
És a asa daquele gaja que nunca tomou o raje
Que mais te vou bater que não tenhas ouvido
Se este fato de viver é mal embaralhado
Paciência e fazer ferver, terá que curti-la fiero
Este oriental milonguero repete a quem quiser
Há sempre gente lá fora a cantar o meu Pintassilgo
Dom Carlos deu-lhes mancada, manga de giles de goma
Que a batata a comam e que aguente a tacada
De Pompeia ao branqueado continue copando seu amor
Às taxas da dor você empacotou debute
Dom Carlos Gardel salute, por invicto e por melhor