Hugues Aufray — L'Enfant Sauvage letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "L'Enfant Sauvage" de Hugues Aufray.

Letra

Comme un enfant sauvage,
Je m’ennuie dans mon escalier
Je vis entre deux étages
Dans le secret de mon palier
Le c? ur gonflé comme une horloge
Qui ne cesse de balancer
Je rêve encore, je m’interroge
Mais quand viendras-tu me chercher?
Mais quand viendras-tu me chercher?
Entre les barreaux de ma cage,
J'étudie les bruits familiers
Je joue tout seul et je voyage
Je file au vol des longs-courriers
Mes rêves lourds comme un orage
Viennent s'échouer sur mon piano
Une malle d’amour pour seul bagage
Mes yeux dessinent ta photo
Mais quand viendras-tu me chercher?
Dans mon tiroir rempli d’images,
Je cache ton nom dans un cahier
Je collectionne les paysages
Et je me couche au fond des blés
Soudain, je meurs, je m’abandonne
Et je m'égare dans la nuit
Mon jeu de c? ur bat la maldonne
Et je t’attends, seul sous la pluie
Mais quand viendras-tu me chercher?
Dis, quand viendras-tu me chercher?
Tel un soleil né sous la vague,
Je me renverse comme un voilier
L’hiver me blesse, le vent m'élague
Je vais au hasard des marées
Tu dois venir coûte que coûte
Il ne faut plus attendre encore
Ma vie s’en va au goutte-à-goutte
Et mon bateau pourrit au port
Mais quand viendras-tu me chercher?
Dis, quand viendras-tu me chercher?
Amour, amour, pauvre détresse,
Je n’en peux plus de me cacher
Je crois encore, je n’ai de cesse
Et je guette l’aube des allées
Je sais qu’un jour tu dois venir
Et que tu sauras me trouver
Je serai là, prêt à partir
Quand tu viendras pour me chercher,
Je serai là sur le palier
Mais viendras-tu me chercher?

Tradução da letra

Como uma criança selvagem,
Estou entediado nas minhas escadas.
Vivo entre dois andares.
No segredo da minha aterragem
O c? cheio como um relógio
Que continua a balançar
Ainda sonho, pergunto-me
Mas quando vens buscar-me?
Mas quando vens buscar-me?
Entre as grades da minha jaula,
Eu estudo sons familiares.
Jogo sozinho e viajo
Vou para um voo de longo curso.
Os meus sonhos pesados como uma tempestade
Vem e encalha o meu piano
Um baú de amor só para bagagem
Os meus olhos desenham-te
Mas quando vens buscar-me?
Na minha gaveta cheia de fotografias.,
Escondo o teu nome num caderno
Colecciono paisagens.
E eu deito-me no fundo do trigo
De repente, Morro, desisto.
E me perco na noite
O meu jogo de c? ur bat to maldonne
E estou à tua espera, sozinha à chuva
Mas quando vens buscar-me?
Diz - me, quando vens buscar-me?
Como um sol nascido sob a onda,
Rebolo como um veleiro
O inverno magoa-me, o vento lava-me
Vou a marés aleatórias.
Tens de vir sempre.
Não temos de esperar mais.
A minha vida passa pela gota a gota
E o meu barco está a apodrecer no Porto.
Mas quando vens buscar-me?
Diz - me, quando vens buscar-me?
Amor, amor, pobre aflição,
Não me posso esconder mais.
Eu ainda acredito, eu nunca paro
E vejo o amanhecer dos becos
Sei que um dia tens de vir
E que saberás como me encontrar
Estarei lá, pronto para ir.
Quando vens à minha procura,
Estarei lá na aterragem.
Mas vens buscar-me?