Hubert-Félix Thiéfaine — Villes natales et frenchitude letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Villes natales et frenchitude" de Hubert-Félix Thiéfaine.

Letra

Clichés de poubelles renversées
Dans la neige au gris jaunissant
Ou un vieux clébard estropié
R’niffle un tampon sanguignolent
Givré dans la nuit de Noël
Un clocher balbutie son glas
Pour ce pékin dans les ruelles
Qui semble émerger du trépas
Il vient s’arrêter sur la place
Pour zoomer quelques souvenirs
Fantômes étoilés de verglas
Qui se fissurent et se déchirent
Ici, y avait un paradis
Ou l’on volait nos carambars
Maint’nant, y a plus rien, mon zombi
Pas même un bordel ou un bar
Voici la crèche municipale
Sous son badigeon de cambouis
Ou les générations foetales
Venaient s’initier à l’ennui
Cow-boys au colt 45
Dans la tendresse bleue des latrines
On était tous en manque d’indiens
Devant nos bols d’hémoglobine
Voici l’canal couvert de glace
Ou l’on conserve les noyés
Et là, c’est juste la grimace
D’un matou sénile et pelé
Mais ses yeux sont tellement zarbis
Et son agonie si tranquille
Que même les greffiers, par ici
Donnent l’impression d'être en exil
Voici la statue du grand homme
Sous le spectre des marronniers
Ou l’on croqua la première pomme
D’une quelconque vipère en acné
Et voici les murs du lycée
Ou t’as vomi tous tes quatre heures
En essayant d’imaginer
Un truc pour t’arracher le cœur
Mais t’as jamais vu les visages
De tes compagnons d'écurie
T'étais déjà dans les nuages
A l’autre bout des galaxies
Trop longtemps zoné dans ce bled
A compter les minutes qui tombent
A crucifier de fausses barmaids
Sur les murs glacés de leurs tombes
Un camion qui passe sur la rocade
Et le vent du Nord se réveille
Mais faut pas rêver d’une tornade
Ici les jours sont tous pareils

Tradução da letra

Fotos de latas de lixo derramadas
Na neve para o cinzento amarelado
Ou um velho aleijado.
Não quero um esfregaço ensanguentado.
Gelado na noite de Natal
Uma torre de sino gagueja a sua voz
Para este Pequim nos becos
Isso parece emergir do pouco
Ele vem parar na Praça
Para ampliar algumas memórias
Fantasmas estrelados de gelo
Que rachar e rasgar
Aqui estava um paraíso
Ou estávamos a roubar os nossos tambores
Main'nant, não sobrou nada, meu zombie.
Nem sequer um bordel ou um bar
Aqui é o berçário municipal
Debaixo do seu pincel de cambouis
Ou gerações fetais
Veio para ser introduzido ao tédio
Cowboys na colt 45
Na ternura azul das latrinas
Estávamos todos com falta de índios.
À frente das Taças de hemoglobina
Aqui está o canal coberto de gelo
Ou mantemos os Afogados
E aqui é só o sorriso
De uma matou senil e pelada
Mas os olhos dela são tão zarbis.
E a sua agonia tão tranquila
Que até os empregados, aqui.
Dar a impressão de estar no exílio
Aqui está a estátua do grande homem.
Sob o espectro de castanheiros de cavalos
Ou mastigámos a primeira maçã.
De qualquer Víbora acne
E aqui estão as paredes do Liceu.
Ou vomitaste as quatro horas.
Tentando imaginar
Algo para arrancar o teu coração
Mas nunca viste caras
Dos teus colegas de Estábulo
Já estavas nas nuvens
Na outra extremidade das galáxias
Demasiado tempo zoneado neste sangramento
Contando os minutos que caem
Para crucificar falsas empregadas de bar
Nas paredes geladas dos seus túmulos
Um camião que passa pela estrada do anel
E o vento do Norte acorda
Mas não sonhes com um tornado
Aqui os dias são todos iguais