Hubert Félix Thiéfaine — Résilience zéro letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Résilience zéro" de Hubert Félix Thiéfaine.
Letra
Ma mémoire joue sur les reflets
des étoiles mortes au firmament,
des regards aveugles et muets
dans l’immobilité du temps.
L’aubépine se prend pour la rose
et l’idiot devient Président,
les naïades se métamorphosent
mais le passé reste au présent.
On n’oublie jamais nos secrets d’enfant,
On n’oublie jamais nos violents tourments,
l’instituteur qui nous coursait,
sa blouse tâchée de sang.
On n’oublie jamais
nos secrets d’enfant.
Les lueurs des rêves enfantins
dans leur transparence édulcore
les derniers soleils du matin
sur les frissons bleus de nos corps.
C’est le lent crépuscule d’automne
sous la pluie des mortes saisons,
c’est la cloche des lundis qui sonne
les heures de la désolation.
On n’oublie jamais nos secrets d’enfant,
On n’oublie jamais nos violents tourments,
l’instituteur qui nous coursait,
sa blouse tâchée de sang.
On n’oublie jamais
nos secrets d’enfant.
«Au commencement était le verbe,
intransitif et déroutant,
venu des profondeurs acerbes
et noires des gargarismes d’enfants.
Les rugissements de l’Univers
dans les cours de récréation
écorchaient les pieds de mes vers
pointus sous les humiliations.
On n’oublie jamais les secrets, on n’oublie jamais les tourments,
l’instituteur qui nous coursait, sa blouse tâchée de sang…
On n’oublie jamais les secrets, on n’oublie jamais les tourments,
l’instituteur qui nous coursait, sa blouse tâchée de sang !"
(Thanks to Lola Fedrith for these lyrics)
Tradução da letra
A minha memória toca nos reflexos
das estrelas mortas ao firmamento,
olhares cegos e mudos
na quietude do tempo.
Hawthorn é tomado pela Rosa
e o idiota torna-se presidente,
as náiades estão metamorfoseando
mas o passado permanece no presente.
Nunca esquecemos os nossos segredos de infância,
Nunca esquecemos os nossos tormentos violentos.,
o professor que nos dirigiu,
a blusa dela manchada de sangue.
Nós nunca esquecemos
os nossos segredos de infância.
O brilho dos sonhos das crianças
na sua doce transparência
os últimos sóis da manhã
nos calafrios azuis dos nossos corpos.
É o lento crepúsculo de outono
na chuva das estações mortas,
é a Campainha de segunda que toca
as horas da desolação.
Nunca esquecemos os nossos segredos de infância,
Nunca esquecemos os nossos tormentos violentos.,
o professor que nos dirigiu,
a blusa dela manchada de sangue.
Nós nunca esquecemos
os nossos segredos de infância.
"No início era o verbo,
intransitivo e confuso,
veio das profundezas acerbicas
e gargarejos negros de crianças.
Os rugidos do universo
em cursos recreativos
esfolei os pés dos meus vermes
perspicaz sob Humilhação.
Nunca esquecemos os segredos, nunca esquecemos os tormentos,
o professor que nos dirigia, a sua blusa manchada de sangue.…
Nunca esquecemos os segredos, nunca esquecemos os tormentos,
a professora a correr connosco ,a blusa dele!"
(Thanks to Lola Fedrith for these lyrics)