Germaine Montero — A saint lazare letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "A saint lazare" de Germaine Montero.
Letra
C’est d’la prison que j’t'écris,
Mon pauv' Polyte,
Hier je n’sais pas c’qui m’a pris,
A la visite
C’est des maladies qui s’voient pas
Quand ça s’déclare,
N’empèche qu’aujourd’hui j’suis dans l’tas…
A Saint-Lazare !
Mais pendant c’temps-là, toi, vieux chien,
Quéqu'tu vas faire?
Je n’peux t’envoyer rien de rien,
C’est la misère
Ici tout l’monde est décavé,
La braise est rare
Faut trois mois pour faire un linvé,
A Saint-Lazare !
Vrai, d’te savoir comm'ça, sans l’sou,
Je m’fais une bile !
T’es capab' de faire un sal’coup,
J’suis pas tranquille.
T’as trop d’fierté pour ramasser
Des bouts d’cigare,
Pendant tout l’temps que j’vas passer,
A Saint-Lazare !
Va-t-en trouver la grand' Nana,
Dis que j’la prie
D’casquer pour moi, j’y rendrai ça
A ma sortie.
Surtout n’y fais pas d’boniments,
Pendant qu’je m’marre
Et que j’bois des médicaments,
A Saint-Lazare !
Et pis, mon p’tit loup, bois pas trop,
Tu sais qu’t’es teigne,
Et qu’quand t’as un p’tit coup d’sirop
Tu fous la beigne;
Si tu t’faisais coffrer, un soir,
Dans une bagarre,
Y a pus personne qui viendrait m’voir
A Saint-Lazare !
J’finis ma lettre en t’embrassant,
Adieu, mon homme
Malgré qu’tu soy' pas caressant,
Ah ! J’t’adore comme
J’adorais l’bon Dieu comme papa,
Et qu’j’allais communier à Saint'-Marguerite.
Tradução da letra
Estou a escrever-te da prisão.,
Meu pobre Polito.,
Ontem não sei o que me levou,
Na visita
Estas são doenças que não são visíveis
Quando é declarado,
Só hoje estou na pilha…
São Lázaro !
Mas entretanto, seu cão velho,
O que vais fazer?
Não te posso enviar nada.,
É miséria
Aqui todos são apanhados.,
As brasas são raras.
São precisos três meses para fazer uma linha.,
São Lázaro !
É verdade, conhecer-te assim, sem a moeda,
Estou a ficar bílis !
És capaz de fazer figura de parvo.,
Não estou calmo.
És demasiado orgulhoso para atender.
Pedaços de charutos,
Por todo o tempo que vou passar,
São Lázaro !
Vais encontrar a avó grande?,
Diz que lhe imploro.
Eu devolvo-to.
Estou de saída.
Não faças alarido.,
Enquanto me divirto
E que bebo medicamentos,
São Lázaro !
E pior, meu pequeno lobo, bebe pouco.,
Sabes que és uma traça,
E que quando tiveres um pouco de xarope
Estás a fazer o donut.;
Se fosses preso, uma noite,
Numa luta,
Não havia ninguém que me viesse ver.
São Lázaro !
Acabo a minha carta beijando-te,
Adeus, Meu Homem.
Mesmo que não estejas a acariciar,
Ah! Eu amo-te como
Eu adorava Deus como pai.,
E que ia comungar em Saint-Marguerite.