Georges Brassens — Corne d'aurochs letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Corne d'aurochs" de Georges Brassens.

Letra

Comme une s ur, tête coupée, tête coupée
Ell' ressemblait à sa poupée, à sa poupée,
Dans la rivière, elle est venue
Tremper un peu son pied menu, son pied menu.
Par une ruse à ma façon, à ma façon,
Je fais semblant d'être un poisson, d'être un poisson.
Je me déguise en cachalot
Et je me couche au fond de l’eau, au fond de l’eau.
J’ai le bonheur, grâce à ce biais, grâce à ce biais,
De lui croquer un bout de pied, un bout de pied.
Jamais requin n’a, j’en réponds,
Jamais rien goûté d’aussi bon, rien d’aussi bon.
Ell' m’a puni de ce culot, de ce culot,
En me tenant le bec dans l’eau, le bec dans l’eau.
Et j’ai dû, pour l’apitoyer,
Faire mine de me noyer, de me noyer.
Convaincu' de m’avoir occis, m’avoir occis,
La voilà qui se radoucit, se radoucit,
Et qui m’embrasse et qui me mord
Pour me ressusciter des morts, citer des morts.
Si c’est le sort qu’il faut subir, qu’il faut subir,
A l’heure du dernier soupir, dernier soupir,
Si, des noyés, tel est le lot,
Je retourne me fiche à l’eau, me fiche à l’eau.
Chez ses parents, le lendemain, le lendemain,
J’ai couru demander sa main, d’mander sa main,
Mais comme je n’avais rien dans
La mienne, on m’a crié: «Va-t'en!», crié: «Va-t'en!»
On l’a livrée aux appétits, aux appétits
D’une espèce de mercanti, de mercanti,
Un vrai maroufle, un gros sac d’or,
Plus vieux qu’Hérode et que Nestor, et que Nestor.
Et depuis leurs noces j’attends, noces j’attends,
Le c ur sur des charbons ardents, charbons ardents,
Que la Faucheuse vienne cou-
-per l’herbe aux pieds de ce grigou, de ce grigou.
Quand ell' sera veuve éploré', veuve éploré',
Après l’avoir bien enterré, bien enterré,
J’ai l’espérance qu’elle viendra
Faire sa niche entre mes bras, entre mes bras.

Tradução da letra

Como um s ur, cabeça cortada, cabeça cortada
Ela parecia a sua boneca, a sua boneca,
No Rio ela veio
Molha um pouco o pé, o pé pequeno.
Por um truque no meu caminho, no meu caminho,
Estou a fingir ser um peixe, ser um peixe.
Visto-me como um cachalote
E eu deito-me no fundo da água, no fundo da água.
Eu tenho felicidade, graças a este preconceito, graças a este preconceito,
Morder-lhe um dedo, um dedo.
Nunca houve tubarão, eu respondo.,
Nunca provei nada tão bom, nada tão bom.
Ela castigou-me com aquele cu, aquele cu.,
Ao segurar o meu bico na água, o bico na água.
E tive de ter pena dele.,
Parece que estou a afogar-me, estou a afogar-me.
Convencido de que me mataste, mataste-me.,
Aqui está, está amolecido, está amolecido,
E que me beija e me morde
Para me ressuscitar dos mortos, para citar os mortos.
Se é o destino que tens de sofrer, tens de sofrer.,
No momento do último suspiro, último suspiro,
Se, afogado, este é o lote,
Vou voltar, Vou voltar, Vou voltar.
Nos pais, no dia seguinte, no dia seguinte.,
Corri para lhe pedir a mão, para lhe mandar a mão.,
Mas como não tinha nada em
Os meus gritavam: "vai-te embora!", gritou: "vai-te embora!»
Entregámo-lo aos apetites, aos apetites.
De uma espécie de Mercador, de mercador,
Um verdadeiro maroufle, um grande saco de ouro,
Mais velho que Herodes, Nestor e Nestor.
E desde o casamento deles eu espero, casamento eu espero,
The heart on hot coals, hot coals,
Deixa o cortador vir pescoço-
- ao pé deste grigou, deste grigou.
Quando ela será uma viúva de luto, viúva de luto,
Depois de enterrá - lo bem, bem enterrado,
Espero que ela venha.
Faz o seu nicho entre os meus braços, entre os meus braços.