Frank Delgado — Konchalovski hace rato que no monta en Lada letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Konchalovski hace rato que no monta en Lada" de Frank Delgado.

Letra

Ya no podré leer más ningún libro de esos
De Editorial Raduga, de Editorial Progreso
No podré disfrutar más de aquel Tío Stiopa
De estatura increíble y tan horrible ropa
No te puedo negar que los ojos me arden
Maiakovski ya deja reptar a los cobardes
Y no podré tomar el té negro en las tardes
El teatro Bolshoi aún no ha sido saqueado
Hay Noches de Moscú, crimen organizado
Los Estudios Mosfilm seguro que han cerrado
No me volveré a emocionar con «Siberiada»
Konchalovski hace rato que no monta en Lada
No podré disfrutar de aquellas olimpíadas
Con los soviets ganando todas las medallas
La Kasánkina grita: no me dejen sola
Serguei Bubka se venga, toma Coca Cola
Con Salenko, que juega en la Liga Española
Alguien a mí me preguntó si me había leído «El Capital»:
Sí, pero a mí no me gustó, pues la heroína muere al final
En fin, que no me gusta tanta economía novelada
Que escribió el tal Carlos Marx
Ahora que los censores no pitchean bajito
Ya podemos burlarnos de sus muñequitos
Ahora que los ministros cambiaron las banderas
Podemos hablar mal de su industria ligera
Hoy que llevo en la frente el cuño del vencido
Y me acusan de muros que al fin se han caído
Puedo ser post-moderno, perder el sentido
Renegar de las utopías en que creo
O ensañarme con toda la ley del deseo
Con la momia de Lenin y su Mausoleo
Hoy que sólo del vodka queda la resaca
Yo me niego amor mío, cambiarme la casaca
Hoy que los Konsomoles van pasando de todo
Abrázame mi china, y no me dejes solo
Y mientras Fukuyama repite iracundo
Que estamos ante el fin de la historia del mundo
Mi amigo Benedetti abre el tomo segundo
Alguien a mí me preguntó si me había leído «El Capital»:
Sí, pero a mí no me gustó, pues la heroína muere al final
En fin, que no me sirven estas novelitas de tres tomos
Que escribió el tal Carlos Marx

Tradução da letra

Não poderei ler mais nenhum desses livros
De editora Raduga, de editora progresso
Não poderei desfrutar mais daquele tio Stiopa
De estatura incrível e roupas tão horríveis
Não te posso negar que os meus olhos estão a arder
Maiakovski já deixa reptar os cobardes
E não posso beber chá preto à tarde
O Teatro Bolshoi ainda não foi saqueado
Há noites de Moscovo, crime organizado
Os estúdios Mosfilm devem ter fechado
Não vou ficar emocionada com " Siberiada»
Konchalovski não anda em Lada há algum tempo
Não vou poder desfrutar das olimpíadas
Com os sovietes ganhando todas as medalhas
A Kasánkina grita: não me deixem sozinha
Serguei Bubka se vinga, toma Coca Cola
Com Salenko, ele joga na Liga espanhola
Alguém me perguntou se eu tinha lido "O Capital»:
Sim, mas eu não gostei, pois a heroína morre no final
De qualquer forma, eu não gosto de tanta economia novelada
Que escreveu o tal Carlos Marx
Agora que os censores não lançam baixinho
Já podemos gozar com os seus bonecos
Agora que os ministros mudaram as bandeiras
Nós podemos falar mal de sua indústria clara
Hoje que carrego na testa o cunho do vencido
E acusam me de muros que finalmente caíram
Posso ser pós-moderno, perder o sentido
Renegar as utopias em que acredito
Ou me repreender com toda a lei do desejo
Com a múmia de Lenin e seu Mausoléu
Hoje que só da vodka fica a ressaca
Eu recuso-me, meu amor, mudar de casaca
Hoje que os Konsomoles vão passando de tudo
Abraça-me a minha china e não me deixes sozinho
E enquanto Fukuyama repete irado
Que estamos diante do fim da história do mundo
Meu amigo Benedetti abre o segundo volume
Alguém me perguntou se eu tinha lido "O Capital»:
Sim, mas eu não gostei, pois a heroína morre no final
Enfim, que não me servem estas novelitas de três tomos
Que escreveu o tal Carlos Marx