Francesco De Gregori — L'abbigliamento di un fuochista letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "L'abbigliamento di un fuochista" de Francesco De Gregori.

Letra

Figlio con quali occhi, con quali occhi ti devo vedere,
coi pantaloni consumati al sedere e queste scarpe nuove nuove.
Figlio senza domani, con questo sguardo di animale in fuga
e queste lacrime sul bagnasciuga che non ne vogliono sapere.
Figlio con un piede ancora in terra e l’altro gi nel mare
e una giacchetta per coprirti e un berretto per salutare
e i soldi chiusi dentro la cintura che nessuno te li puІ strappare,
la gente oggi non ha pi№ paura, nemmeno di rubare.
Ma mamma a me mi rubano la vita quando mi mettono a faticare,
per pochi dollari nelle caldaie, sotto al livello del mare.
In questa nera nera nave che mi dicono che non puІ affondare,
in questa nera nera nave che mi dicono che non puІ affondare.
Figlio con quali occhi e quale pena dentro al cuore,
adesso che la nave se ne andata e sta tornando il rimorchiatore.
Figlio senza catene, senza camicia, cos¬ come sei nato,
in questo Atlantico cattivo, figlio gi dimenticato.
Figlio che avevi tutto e che non ti mancava niente
e andrai a confondere la tua faccia con la faccia dell’altra gente
e che ti sposerai probabilmente in un bordello americano
e avrai dei figli da una donna strana e che non parlano l’italiano.
Ma mamma io per dirti il vero, l’italiano non so cosa sia,
eppure se attraverso il mondo non conosco la geografia.
In questa nera nera nave che mi dicono che non puІ affondare,
in questa nera nera nave che mi dicono che non puІ affondare.

Tradução da letra

Filho com que olhos, com que olhos te devo ver,
com as calças vestidas até ao fundo e estes sapatos novos.
Filho sem amanhã, com este olhar de animal em fuga
e estas lágrimas na Lavandaria que não querem saber.
Filho com um pé ainda no chão e o outro já no mar
e um casaco para te cobrir e um boné para te dizer adeus
e o dinheiro preso dentro do cinto que ninguém pode rasgar,
as pessoas de hoje já não têm medo, nem de roubar.
Mas mãe, roubam-me a vida quando me põem a trabalhar.,
por alguns dólares nas caldeiras, abaixo do nível do mar.
Neste navio negro dizem-me que não se afunda,
neste navio negro dizem-me que não se pode afundar.
Filho com que olhos e que dor dentro do coração,
agora que o navio se foi e o rebocador está a voltar.
Filho sem correntes, sem camisa, como nasceste,
neste mau Atlântico, O filho já se esqueceu.
Filho que tinhas tudo e que não te faltava nada
e vais confundir a tua cara com a cara dos outros.
e que provavelmente te casarás num bordel Americano.
e terás filhos de uma mulher estranha que não fala italiano.
Mas Mãe eu para te dizer a verdade, o italiano eu não sei o que é,
e, no entanto, se através do mundo eu não sei Geografia.
Neste navio negro dizem-me que não se afunda,
neste navio negro dizem-me que não se pode afundar.