Claude Nougaro — A bout de souffle letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "A bout de souffle" de Claude Nougaro.

Letra

Quand j’ai rouvert les yeux
Tout était sombre dans la chambre
J’entendais quelque part comme une sonnerie
J’ai voulu bouger…
Aïe la douleur dans l'épaule droite tout à coup
Me coupa le souffle
Une peur affreuse m’envahit
Et mon corps se couvrit de sueur
Toute ma mémoire me revint
Le hold-up, la fuite, les copains
Qui se font descendre…
J’suis blessé, mais je fonce et j’ai l’fric
Je glissai la main sous l’oreiller
La mallette pleine de billets
Etait là, bien sage… deux cents briques …
Somme toute ça pouvait aller
Mon esprit se mit à cavaler
Sûre était ma planque chez Suzy
Et bientôt à nous deux la belle vie
Les palaces, le soleil, la mer bleue, toute la vie…
Une radio s’est mise à déverser
Un air de piano à tout casser
Je connaissais ce truc
C'était le Blue Rondo à la Turk
Dave Brubeck jouait comme un fou
Aussi vite que moi mettant les bouts
Soudain, la sonnerie du téléphone
Mon c? ur fit un bond
Je pris le récepteur
«Allô !, c’est Suzy, ça fait deux fois que j’appelle
— Qu'est-ce qu’il y a?
— Y a un car de flics au coin de la rue
Je restai sans voix, j'étais foutu
— Il faut que tu files, me dit-elle
Descends pas, sauve-toi par les toits»
Bon Dieu d’bon Dieu, bon Dieu d’bon Dieu
Encore les flics, vite le fric
Et puis l’escalier de service
Quatre à quatre
Un vasistas était ouvert sur les étoiles
Et me revoilà faisant la malle
Parmi les antennes de télé
Ce pognon, je ne l’aurai pas volé
Trente mètres plus bas dans la rue
Du Colisée c'était la cohue
J’en peux plus, j’en peux plus…
J’ai couru comme dans un rêve le long des cheminées
Haletant, la mallette à la main, je vacillais.
Sur un toit s’amorçait un escalier d’incendie
S’enfonçant tout au fond d’une cour
Je descendis jusqu’en bas
Et me voici à trois pas d’une sortie sur la rue
Quelle rue, je ne le savais plus mais tant pis
Je suis sorti et tout de suite je les ai vus
Quatre flics au bout de la rue
Pas de panique, j’ai reconnu le bar du Living, j’y suis entré…
La boîte était pleine comme un? uf Deux ou trois jazzmen faisaient le b? uf Je brûlais de fièvre, je voyais
Les murs, les bouteilles qui tournaient
Puis quelqu’un m’a saisi par le bras
J’me retournai, Suzy était là
Toute pâle elle me souriait
De nouveau le soleil a brillé
Dans un souffle elle me dit:
— Viens, j’ai la voiture tout près d’ici
Nous sommes sortis mais devant moi
Un poulet a crié «Ne bouge pas !»
Avec la mallette je l’ai frappé
Alors le coup de feu a claqué
Me clouant sur place
Oh Suzy, t’en fais pas
Je te suis, on y va
Les palaces, le soleil, la mer bleue
Toute la vie, toute la vie
Toute la vie…

Tradução da letra

Quando voltei a abrir os olhos
Estava tudo escuro no quarto.
Ouvi algures como um zumbido
Eu queria mudar-me.…
Ai a dor no ombro direito de repente
Fiquei sem fôlego.
Um medo terrível invade-me
E o meu corpo coberto de suor
Toda a minha memória voltou para mim
O assalto, a fuga, os Buddies
Quem se deita…
Estou ferido, mas fujo e tenho o dinheiro.
Pus a mão debaixo da almofada.
A mala cheia de bilhetes
Estava lá, wise ... duzentos Tijolos …
Tudo em tudo pode ir
A minha mente começou a andar
Era o meu esconderijo na Casa da Suzy.
E em breve para nós a bela vida
Os palácios, o sol, o mar azul, toda a vida…
Começou a chover um rádio.
Um ar de piano para partir tudo
Eu sabia disto.
Era o Rondo azul no Turk.
O Dave Brubeck estava a tocar como um louco.
O mais rápido que pus as gorjetas
De repente o telefone toca
O meu c? encaixar uma ligação
Apanhei o receptor.
"Olá ! é a Suzy. Liguei duas vezes.
- O que é?
- Há um autocarro da polícia na esquina.
Fiquei sem palavras, estava lixado.
"Tens de fugir", disse ela.
Não desças, salva-te pelos telhados.»
Bom Deus, Bom Deus, Bom Deus
Polícias outra vez, dinheiro rápido
E depois a escada de serviço
Quatro a quatro
Um vasistas estava aberto nas estrelas
E estou de volta à bagageira.
Entre as antenas de TV
Eu não teria roubado o dinheiro.
Trinta metros abaixo da rua
Do Coliseu era a adrenalina
Não posso, não posso.…
Corri como num sonho pelas chaminés
Ofegante, com a pasta na mão, vacilei.
No telhado uma escada de incêndio começou
Afundando - se no fundo de um quintal
Fui até ao fundo
E aqui estou eu A Três Passos de uma saída na rua
Que rua, Eu não sabia, mas muito pior.
Saí e de imediato vi-os.
Quatro polícias no fim da rua
Não entres em pânico, reconheci o bar da sala, entrei…
A caixa estava cheia como uma? dois ou três jazzmen fizeram o b? Estava a arder de febre, podia ver.
As paredes, as garrafas que estavam girando
Então alguém me agarrou pelo braço
Virei-me, a Suzy estava lá.
Toda pálida ela sorriu para mim
Outra vez o sol brilhou
Em um suspiro ela me diz:
- Vá lá, Tenho o carro aqui perto.
Saímos mas à minha frente
Uma galinha gritou: "Não te mexas !»
Com a pasta bati-lhe.
Então o tiro bateu
Me prendendo no ponto
Suzy, não te preocupes.
Eu sigo-te, vamos.
Os palácios, o sol, o mar azul
Toda a vida, toda a vida
Vida…