Charles Aznavour — Je N'oublierai Jamais letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Je N'oublierai Jamais" de Charles Aznavour.
Letra
Quand on a dix-huit ans
Des amis merveilleux
Fainéants
Pique-assiette et que l’on est comme eux
Pas bégueules
On va dans les salons
Snobinards et dorés
Jouer
Les anarchistes aigris, les révoltés
Forts en gueules
Je n’oublierai jamais
Le troupeau de crevards
Hirsutes et mal lavés
Arrivant quelque part
Assaillant le buffet
Et jetant au hasard
Les pattes dans les mets
Sous de tristes regards
De détresse
Je n’oublierai jamais
Nos hurlement d’horreur
En voyant des objets
Des tableaux de valeur
On se montrait exprès
Goujats et monstrueux
Et puis l’on décampait
Sans merci, ni adieu
A l’hôtesse
On se voulait cyniques
Exécrables, et pourtant
Nous étions romantiques
Faits de chair et de sang
De faiblesse
Je n’oublierai jamais
Je n’ai pas de remords
Et je recommencerai
Si je tenais encore
Ma jeunesse
A l'époque on était
De joyeux rigolos
Plus ou moins
Attachés
A de vagues journaux très obscurs
Philosophes, écrivains
Poètes d’occasion
Illustres inconnus
Néanmoins
Nous avions la dent dure
Je n’oublierai jamais
Nos merveilleux festins
Près des tonneaux percés
D’où pissait le bon vin
Quand nous étions vautrés
Dessus ou bien dessous
Que le jus nous coulait
Dans le nez, dans le cou
Les entrailles
Je n’oublierai jamais
Nos cris et nos serments
Nos discours enflammés
Sur le désarmement
Nos folles équipées
Nos courses éperdues
A travers un quartier
Qui nous crachait dessus
Nos batailles
Les filles à la page
Qui partageaient nos jours
Et faisaient le ménage
La cuisine, et l’amour
Tendres cailles
Je n’oublierai jamais
Ce que j’ai vu s’enfuir
Je n’ai pas de regrets
Car j’ai des souvenirs
En pagaille
Tradução da letra
Quando tiveres 18 anos
Amigos maravilhosos
Preguicoso
E aquele é como eles.
Não há regras
Vamos para as salas de estar
Snobe e dourado
Jogar
Os amargos anarquistas, as revoltas
Forte na boca
Nunca esquecerei
O bando de crevards
Salsicha e mal lavada
A chegar a algum lado
Agressão ao buffet
E atirando ao acaso
Patas nos mets
Sob olhares tristes
Angustia
Nunca esquecerei
Os nossos uivos de horror
Ver objectos
Tabelas de valores
Mostrámo-nos de propósito.
Garanhões e monstruosos
E depois descampamos
Sem misericórdia, sem adeus
Para a anfitriã
Queríamos ser cínicos.
Abominável, e ainda
Éramos românticos.
Feito de carne e osso
Fraqueza
Nunca esquecerei
Não tenho remorsos.
E voltarei a fazê-lo
Se eu ainda segurasse
A minha juventude
Na altura estávamos
Feliz diversão.
Mais ou menos
Anexar
Um vago jornal muito obscuro
Filósofos, escritores
Poetas usados
Ilustre desconhecido
Entanto
Tínhamos um dente duro.
Nunca esquecerei
As nossas festas maravilhosas
Perto de barris perfurados
Onde mijou o bom vinho?
Quando ficámos Pendurados
Superior ou inferior
Que o sumo estava a fluir para nós
No nariz, no pescoço
Intestino
Nunca esquecerei
Os nossos gritos e juramentos
Os nossos discursos ardentes
Sobre O Desarmamento
Os nossos lunáticos equipados
As nossas corridas perdidas
Através de um bairro
Que nos cuspia em cima
As nossas batalhas
Raparigas na página
Que partilhavam os nossos dias
E fez o trabalho doméstico
Cozinhar e amar
Codornizes tenras
Nunca esquecerei
O que vi fugir
Não me arrependo de nada.
Porque tenho memórias
Em apuros