Charles Aznavour — Comme Des Étrangers letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Comme Des Étrangers" de Charles Aznavour.

Letra

Un peu par lâcheté, un peu par lassitude
Sur la terre brûlée de tous nos jours heureux
Un peu par vanité, un peu par habitude
De peur de rester seuls, nous vivons tous les deux
Comme des inconnus qui n’ont rien à se dire
Comme des gens pressés qui se voient par hasard
Échangeant quelques mots dans un pâle sourire
Avec rien dans le cœur et rien dans le regard
Il ne nous reste rien que regrets et remords
Rien qu’un amour déjà mort
Nous ne sommes, quoi qu’on fasse
Que deux êtres face à face
Qui vivent comme des étrangers
Mais qu’est-il advenu du couple qui s’aimait?
Nous ne le saurons jamais
Car nous restons côte à côte
En nous rejetant les fautes
Et vivons comme des étrangers
Peut-être par pudeur, peut-être par faiblesse
Nous n’abordons jamais ce problème important
Et ridiculement figés par la détresse
Espérant l’impossible, nous tuons le temps
Le temps qui sûrement nous dévore et ravage
Ce rien de pureté contenu dans nos cœurs
Et nous sommes deux fous qui, croyant être sages
Se gorgent d’un passé qui lentement se meurt

Tradução da letra

Um pouco por covardia, um pouco por fadiga
Na terra queimada de todos os nossos dias felizes
Um pouco por vaidade, um pouco por hábito
Por medo de estarmos sozinhos, ambos vivemos
Como estranhos que não têm nada a dizer um ao outro
Como as pessoas com pressa que se vêem por acaso
Trocando algumas palavras num sorriso pálido
Sem nada no coração e sem nada no olhar
Só nos restam arrependimentos e remorsos.
Nada além de um amor já morto
Somos, não importa o que façamos
Que dois seres face a face
Que vivem como estranhos
Mas o que aconteceu ao casal que se amava?
Nunca saberemos.
Porque estamos lado a lado
Rejeitando as nossas falhas
E vamos viver como estranhos
Talvez por modéstia, talvez por fraqueza.
Nunca abordamos esta importante questão
E ridiculamente congelado pela angústia
Esperando o impossível, matamos o tempo
O tempo que certamente nos devora e nos destrói
Que nada de pureza contida em nossos corações
E somos dois tolos que, acreditando que são sábios
Empanturrar-se num passado moribundo