Chantal Archambault — La scène letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "La scène" de Chantal Archambault.

Letra

J’ai mal de tous ces yeux qui regardent par les trous
De la clôture de ma cours c’est si facile pour eux
De trouver les mots pour s’expliquer la vie des autres
Je garde les pierres dans ma poche
Et tente de fermer les yeux sur les pieds qui courent derrière mon dos
Et qui s’agrippent à l’amour de mon ego
Ceux qui avaient des miroirs se sont gardés
Se sont gardés de juger la scène et alimenter le feu
Les autres ont bientôt fait de s’emparer d’un seul côté de notre médaille
Tout percer des trous pour se la mettre dans le cou
Une tache impossible à laver
Car la guerre sur la parole puisse l’emporter
Les mains liées chacun de notre coté
On regarde un château de carte tomber
Éventré par les couteaux qui volent bas un peu, un peu trop bas
Rien de mieux à faire que de me dévorer à pleine bouche à pleine dents
Une entaille qui se creuse au passage de beaucoup trop de gens
Qui laissent derrière eux que la rudesse d’un orage
Et maintenant je dois marcher devant
Sans trop regarder par les trous de ma clôture
Et maintenant je dois marcher devant
Et poser nu sur une scène, une scène ornée de grand rideaux
Que je refermerai gentiment afin de mettre fin
Afin de mettre une fin, afin d'écrire moi-même la fin

Tradução da letra

Tenho dor de todos aqueles olhos que olham através dos buracos
De fechar o meu curso é tão fácil para eles
Encontrar as palavras para explicar a vida dos outros
Eu guardo as pedras no meu bolso
E tenta fechar os olhos aos pés correndo atrás das minhas costas
E que se agarram ao amor do meu ego
Aqueles que tinham espelhos mantiveram-se.
Impediram-se de julgar a cena e de alimentar o fogo.
Os outros logo pegaram apenas um lado da nossa medalha.
Todos os buracos para a meter no pescoço
Uma mancha impossível de lavar
Pois a guerra à palavra pode prevalecer
Mãos atadas em cada um dos nossos lados
Vemos um castelo de mapa cair
Esventrado por facas que voam um pouco, um pouco muito baixo
Não há nada melhor para fazer do que devorar-me a boca cheia de dentes.
Um entalhe que passa pela passagem de demasiadas pessoas
Que deixam para trás apenas a dureza de uma tempestade
E agora tenho de ir à frente.
Sem muito olhar através dos buracos da minha cerca
E agora tenho de ir à frente.
E posam nu num palco, um palco adornado com cortinas grandes
Que fecharei gentilmente para terminar
A fim de pôr um fim, a fim de escrever o fim eu mesmo