Carlos Gardel — Fea letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Fea" de Carlos Gardel.
Letra
Procurando que el mundo no la vea
ahí va la pobre fea
camino del taller;
y a su paso, cual todas la mañanas,
las burlas inhumanas
la hieren por doquier.
Cuando alguno le dice una torpeza
inclina la cabeza
transida de dolor,
y piensa con amargo desencanto:
Por qué se reirán tanto
de mi fealdad, ¡Señor…
Una noche su viejita
en el cuarto llorando la encontró
y la fea, ¡pobrecita!,
la tragedia de su alma le confió;
aquel hombre que debía
conducirla muy pronto ante el altar,
con su amiga Rosalía,
la que ella más quería,
se acaba de escapar…
Cada vez que la llevan a una fiesta,
en procura de olvido y distracción,
con el último acorde de la orquesta
en su alma agoniza otra ilusión.
Sus amigas ya todas se han casado;
sólo ella está huérfana de amor,
¡pobre fea!; y ayer le han encargado
el ajuar de su hermana la menor.
En plena juventud ya estaba vieja,
nunca exhaló una queja,
al ver tanta maldad,
soportando en su alma sola y mustia
como una flor de angustia,
la cruz de su fealdad.
Para todos tenía una sonrisa;
fue noble, fue sumisa;
su drama nadie vio.
Pero fue tan pesada su cadena,
tan grande fue su pena,
¡que anoche se mató…
Tradução da letra
Procurando que o mundo não a veja
lá vai a pobre feia
estrada da oficina;
e em seu caminho, qual todas as manhãs,
provocações desumanas
ferem-na por todo o lado.
Quando alguém lhe diz uma falta de jeito
inclina a cabeça
transida de dor,
e pense com amargo desencanto:
Por que eles vão rir tanto
da minha feiúra, Senhor…
Uma noite sua velhinha
no quarto a chorar encontrou a
e a feia, pobrezinha!,
a tragédia de sua alma lhe confiou;
aquele homem, que devia
conduzi la muito em breve diante do altar,
com a amiga Rosalia,
a que ela mais queria,
acabou de fugir…
Sempre que a levam a uma festa,
em busca de esquecimento e distração,
com o último acorde da orquestra
em sua alma agoniza outra ilusão.
As amigas dela já se casaram todas;
só ela é órfã de amor,
pobre feia! e ontem foi encomendado
o enxoval da irmã mais nova.
Em plena juventude já estava velha,
nunca exalou uma queixa,
vendo tanta maldade,
suportando em sua alma sozinha e mustia
como uma flor de angústia,
a cruz da sua feiúra.
Para todos eu tinha um sorriso;
foi nobre, foi submissa;
seu drama ninguém viu.
Mas foi tão pesado sua corrente,
tão grande foi a sua pena,
que ontem à noite se matou…