Carlos Chaouen — Flor De Bulevar letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Flor De Bulevar" de Carlos Chaouen.

Letra

Hay a mi alrededor sólo tejados
Y un buitre que se ríe con tu risa
Un resto de hachís en la repisa
Y un grito desde el mar, de mar helado
Me duelo en este vuelo de suicidas
Me absuelvo del diluvio en tu abrazo
No hay mejor paredón que el de tus labios
Para poder vivir, morir en vida
Y en la calle sacan brillo a las pistolas
Y la flor de bulevar tan descontenta
Que a los ángeles caídos le dan alas
Y redoblan las campanas en tu ausencia
Y me asomo a cada rato a la ventana
Esta noche que es un año en el infierno
A ver dónde resucitamos al alba
Ojalá que sea lejos de este desierto
Hay a mi alrededor sólo bocados
Macetas de oquedad en las ojeras
Banderas negras en la carretera
Y un grito desde el bar, de bar salado
No hay mejor religión que tus pecados
Habrá que dar la vuelta a las retinas
Me tiro de tu espalda hacia la vida
Tengo los dedos de tu amor mojados
Puedo hacerte una casita en mis costillas
Por si acaso cae la lluvia a nuestro paso
Que ya tiene el corazón bastantes charcos
Por salvarte haré atentados suicidas

Tradução da letra

Há ao meu redor apenas telhados
E um abutre que ri com sua risada
Um resto de haxixe na prateleira
E um grito do mar, do mar gelado
Luto neste voo de suicídio
Absolvo me do dilúvio no teu abraço
Não há Parede melhor que a dos teus lábios
Para poder viver, morrer em vida
E na rua eles iluminam as armas
E a flor da Avenida tão descontente
Que os anjos caídos dão asas
E redobram os sinos na tua ausência
E eu olho sempre para a janela
Esta noite é um ano no inferno
Vamos ver onde ressuscitamos ao amanhecer
Espero que seja longe deste deserto
Há ao meu redor apenas mordidas
Potes de idade nas olheiras
Bandeiras pretas na estrada
E um grito do bar, do bar salgado
Não há religião melhor do que os teus pecados
Temos de dar a volta às retinas
Atiro me das tuas costas para a vida
Tenho os dedos do teu amor molhados
Posso fazer te uma casinha nas minhas costelas
Apenas no caso de a chuva cair em nosso caminho
Que já tem o coração bastantes poças
Por te salvar vou fazer atentados suicidas