Carlos Chaouen — Corazón letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Corazón" de Carlos Chaouen.

Letra

A veces dudas de mis buenas intenciones
Y haces bien para evitar los empujones
De los abismos de la acera que me nutre
De tanta sanguijuela que chupa mis canciones
No es que esté lejos, es que estoy en una nube
Que con levante o con poniente que se anude
Baja a beber en los estanques que me subes
Y va ensamblando flores en tus latitudes
Tengo la piel como navaja de reyerta
Tengo la espalda pa llevarte siempre a cuestas
Y ahora administro mi desayuno de setas
Y ya tengo el agüita para hacer la fiesta
Y yo que enciendo una hoguera
Quemo mis ojeras
Me planto en una maceta
A ver si me riega
Tu llanto de arena
Y viene la primavera
Y tú qué dices, corazón
Que no se me acomode el amor pa cuando estalle
Y tú qué dices, corazón
Que me tiendas al sol en plena calle
Y tú qué dices, corazón
Que el tiempo es la fragua que aprieta mis alambres
Y tú qué dices, corazón
Que te calles
A veces tengo la cabeza como inerte
A veces tengo la certeza de tenerte
Y me endulzaron las heridas con los peces
Y tengo una pecera sólo pa beberte
Alquilo vuelos sobre abismos apaisados
Y me desvelo cuando huelo el rasurado
Que es el otoño en esa luz de tu geranio
Te cambio los miedos por unos bocados

Tradução da letra

Às vezes você duvida das minhas boas intenções
E você faz bem para evitar empurrões
Dos abismos da calçada que me nutre
De tanta sanguessuga que chupa as minhas canções
Não é que esteja longe, é que estou numa nuvem
Que com levante ou com poente que se ande
Desce para beber nas lagoas que me subes
E está a montar flores nas suas latitudes
Tenho a pele como uma navalha
Tenho as costas para te levar sempre às costas
E agora eu administro meu café da manhã de cogumelos
E já tenho a agüita para fazer a festa
E eu a acender uma fogueira
Queimo as minhas olheiras
Eu planto em uma panela
Vamos ver se me molha
O teu choro de areia
E vem a primavera
E tu o que dizes, querida
Que não se me acomode o amor pa quando explodir
E tu o que dizes, querida
Que me tendas ao sol em plena Rua
E tu o que dizes, querida
Que o tempo é a forja que aperta meus fios
E tu o que dizes, querida
Cala te
Às vezes tenho a cabeça como inerte
Às vezes tenho a certeza que te tenho
E adoçaram me as feridas com os peixes
E eu tenho um aquário só pa beber você
Alugo voos sobre abismos apaisados
E eu me desvelo quando sinto o cheiro do barbear
Que é o outono naquela luz do teu gerânio
Troco te os medos por uns bocados