Cali — Je Sais letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Je Sais" de Cali.
Letra
Je sais son regard blanc sur son lit mortuaire
Et l'épée de poison qui transperça mon père
Je sais les dos voûtés sous les tristes nouvelles
Et je sais les bruits sourds je sais les coups de pelle
Je sais les voix fanées emmaillotées de ruses
Je sais les longues nuits àcourtiser la mort
Pendu aux mots blanchis àla chaux du remord
Mais ne me demande pas
Pourquoi elle s’en va Je ne sais pas je ne sais pas
Je sais tous les amis qui se troquent des rêves
Aux bras de mots jaunis au goulot oùl'on crève
Je sais touts ces heures enfilées en collier
Qui oeuvrent pour la mort sans vraiment s’en douter
Et je sais que la pluie ne lave rien du tout
Qu’elle aide juste notre ennui àtenir jusqu’au bout
Je sais ces heures lentes qui gravissent la nuit
Et la lune élégante qui de travers sourit
Je sais qu’il manquera toujours quelqu’un en bout de table
Et je sais oh combien tu étais désirable
Je sais la solitude et ce goût de sang dans la bouche
La misérable habitude de finir seul dans sa couche
Je sais les tours joués par le goût de l’impossible
Je sais l’amour qui meurt dans des souffrances horribles
Je sais qu'àtrop se retourner on tourne le dos au bonheur
Le reflet du visage déformédans un lac de douleur
Je sais les pieds gonflés àcourir après un salaire
Je sais les cњurs rouillés qui ne partiront plus en guerre
Je sais les doigts transis qui ne serrent plus en poing
Et je connais l’amour terroriste poseur de bombes ou de lapins
Je sais ces grises épaves qui bavent sur la vie
Et leur sourire grave vissépas le mépris
Je sais ces nuits rassises oùle sommeil nous laisse
Seuls avec nos pires ennemis et criblés de détresse
Je ne sais pas
(Merci àgaelle pour cettes paroles)
Tradução da letra
Conheço o seu olhar branco na sua cama mortuária.
E a espada do veneno que perfurou o meu pai
Eu sei que as minhas costas se curvaram sob a triste notícia
E conheço os barulhos altos conheço as pás
Eu sei que as vozes desbotadas com astúcia
Conheço as longas noites até à morte.
Pendurado nas palavras brancas de remorso
Mas não me perguntes.
Porque é que ela se vai embora? não sei, não sei.
Conheço todos os amigos que trocam sonhos
Aos braços das palavras amareladas no pescoço onde morremos
Conheço todas aquelas horas Penduradas num colar.
Que trabalham para a morte sem suspeitar
E eu sei que a chuva não lava nada.
Que ela só nos ajuda a manter o tédio até ao fim
Conheço aquelas horas lentas que sobem à noite.
E a lua elegante que sorri
Sei que sempre faltará alguém no fim da mesa.
E eu sei o quanto eras desejável
Conheço a solidão e o sabor do sangue na minha boca
O hábito miserável de acabar sozinha na fralda
Conheço os truques que o sabor do impossível faz
Conheço o amor que morre num sofrimento horrível.
Eu sei que o atrop dá a volta nós viramos as costas à felicidade
O reflexo da face deformada num lago de dor
Eu conheço pés inchados para correr atrás de um salário.
Conheço os corações enferrujados que já não vão para a guerra.
Conheço os dedos transis que já não apertam o punho.
E eu conheço o amor terrorista que deita bombas ou coelho
Conheço aqueles destroços cinzentos que se babam pela vida
E o seu sorriso sério não gritava desprezo
Eu conheço aquelas noites velhas onde o sono nos deixa
Sozinho com os nossos piores inimigos e cheio de angústia
Não faço ideia.
(Obrigado a Gaelle por estas palavras)