Boulevard des airs — On se regarde letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "On se regarde" de Boulevard des airs.

Letra

Je deviens vieux, tu deviens chiante
Je te trouve bien différente
J’pensais avoir ce qu’on a voulu
Ou c’est le temps qui nous a eu Je ne reconnais plus
Ni où l’on va, ni d’où l’on vient
Je ne retrouve plus
Ni ton humour, ni le mien
On se regarde comme des chiens
On se regarde on dit plus rien
On se regarde on voit plus rien
Tu deviens vieille, je deviens chiant
Aigris, râleurs, mauvais parents
Y a que les mômes qui me rassurent
Instinct de survie, progéniture
Je ne reconnais plus
Ni où je vais, ni d’où je viens
Je ne retrouve plus
Ni ton sourire, ni le mien
On se regarde comme des chiens
On se regarde on dit plus rien
On se regarde on voit plus rien
S’il y a des moments délicieux
Si l’on retrouve parfois la flamme
Je ne m’enflamme plus pour tes yeux
Mais pour les yeux des autres femmes
Et si chaque année elle se persuade
D’avoir eu raison de passer
La fleur de l’age devient fade
Si je n’me sens pas exister
Et si l’on rêve côte à côte
C’est bien des rêves mais pas les nôtres
Pourquoi on tient encore le coup
J’ai pas de réponse, plus du tout
On se regarde comme des chiens
On se regarde on dit plus rien
On se regarde on voit plus rien
(Merci à Célia pour cettes paroles)

Tradução da letra

Estou a ficar velho, estás a ficar aborrecido.
Acho que és diferente.
Pensei que tinha o que queríamos.
Ou esse é o tempo que nos fez não reconhecer mais
Nem para onde vamos, nem de onde viemos
Não consigo encontrar mais.
Nem o teu humor, nem o meu.
Olhamos um para o outro como cães
Olhamos um para o outro não dizemos nada
Olhamos um para o outro e não vemos nada.
Tu envelheces, eu fico aborrecido.
Azedo, rufias, maus pais
Só há crianças que me tranquilizam
Instinto de sobrevivência, descendência
Já não reconheço
Nem para onde vou nem de onde venho
Não consigo encontrar mais.
Nem o teu sorriso nem o meu
Olhamos um para o outro como cães
Olhamos um para o outro não dizemos nada
Olhamos um para o outro e não vemos nada.
Se há momentos deliciosos
Se às vezes encontrarmos a chama
Já não estou a arder pelos teus olhos.
Mas para os olhos de outras mulheres
E se todos os anos ela se persuade a si mesma
Ter tido o direito de passar
A flor da idade torna-se branda
Se eu não sentir que existo
E se sonharmos lado a lado
São sonhos, mas não os nossos.
Porque é que ainda estamos a aguentar?
Não tenho resposta, Não tenho mais.
Olhamos um para o outro como cães
Olhamos um para o outro não dizemos nada
Olhamos um para o outro e não vemos nada.
(Graças a Celia por estas palavras)